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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

ENCANTO DOS ALAGADOS

 

ENCANTO DOS ALAGADOS

 

     Numa sociedade, mesmo que seja democrática, há seus limites impostos pela própria máquina social. Há coisas, que não andam, e muitas vezes não existem, mas, se passa uma ideia de que tudo anda bem. A humanidade consegue construir todo tipo de ponte, canal, túneis que passam sob o mar, mas, por que o mundo ainda não conseguiu evitar a fome? Por que tantos países pobres e outros tão ricos? E por que, infelizmente, tantos outros se aproveitam de determinadas situações para usurpar a população. 

     O que tenho a dizer é que, entre tantos problemas que as situações da vida nos colocam, e com tanta gente que possui pensamento egoísta, felizmente, nesse meio termo, há aqueles, os altruístas, os paladinos, os heróis, os anjos, os protetores e os mecenas da arte, aqueles poucos que dedicam suas vidas para contribuir, da forma que podem, para com seus semelhantes. Entre aqueles que trafegam no caminho do bem, do social e da sociabilidade, temos o artista, ator, diretor, produtor cultural e líder comunitário, Wenner George, mais conhecido como Romário.

     Ele é o principal fundador do Centro de Experimentação Artística e Cultural Encanto dos Alagados, também conhecido como “Encanto dos Alagados”, que se localiza no Bairro do Muca. Tudo começou com uma indenização que ele recebeu. Procurou uma comunidade que não tinha acesso aos bens culturais e resolveu implantar seu ousado projeto em meio às palafitas do Muca. Transformou sua nova morada num Centro Cultural que promove todo tipo de manifestação artística, como, contação de histórias, apresentações teatrais e circenses, e já possui uma biblioteca com mais de mil livros infanto-juvenis, para proporcionar acesso à leitura às crianças daquela comunidade.

          Se algum dia você quiser se encantar, vá ao encanto dos alagados, lá você vai encontrar música, poesia, teatro, contação de histórias, dramatização, além de uma biblioteca com mais de mil livros à disposição daquela comunidade e dos que visitam aquele espaço repleto de arte. Projetos dessa natureza merece motivação dos órgãos públicos de cultura. A sociedade precisa de pessoas como Romário, que promove a partir da arte, maiores esperanças nas pessoas daquela comunidade.

    O projeto vai além das fronteiras, tendo em vista que, diferente das outras bibliotecas, o projeto socializa ainda mais os exemplares, em função de que ao retirar emprestado um livro, a criança poderá leva-lo para casa e devolve-lo quando concluir a leitura completa da obra, isto implica dizer, que ao mesmo tempo em que a criança se educa, também se responsabiliza em cuidar e devolver a obra para a biblioteca. Encanto dos Alagados é um projeto que demonstra o propósito daqueles cidadãos que desejam contribuir efetivamente com a sociedade amapaense. Wenner George é um batalhador, é um gentleman, se dedica com afinco ao seu projeto, contribuindo nos cantos e recantos alagados da cidade de Macapá.   

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

PARA JOCA MONTEIRO

 

 

     Joca Monteiro, é dramaturgo, diretor de teatro, ator, palhaço, professor, ilustrador, brincante escritor e editor independente. É um artista que vem há bastante tempo, se dedicando a escrever livros, em sua maioria coloridos, que trazem enredos ligados às questões telúricas. Na baixada Pará, desenvolve um trabalho não só em nível artístico, mas também de política social, onde muito contribui com os moradores mais carentes daquele bairro. Ele também se dedica a ajudar aquela comunidade, como aconteceu arrecadando e distribuindo cestas básicas para as famílias do lugar, principalmente no período da Covid-19. Além de contador de histórias, ele escreve, confecciona, publica seus livros e ainda por cima, conta para o leitor toda a história contida na própria obra. 

     Num mundo que impõe o consumismo como metodologia de vida, que gera nas pessoas uma corrida desenfreada em busca de emprego, saúde, educação e moradia. Num momento em que centenas de brasileiros se encontram na linha de insegurança alimentar. Tempo, em que inadvertidamente se destrói a natureza com o desmatamento desenfreado, principalmente na Amazônia. Se torna muito difícil falarmos de livros. 

    Mas, antes dos livros há aqueles que estão nas coxias, são os autores, aqueles que escrevem essas obras. Se é difícil escrever e publicar; imaginem um autor que escreve, confecciona, publica seus livros e ainda por cima, conta para o leitor toda a história contida no próprio livro. Será que existe algum autor assim? Claro que existe! Ele é conhecido como Joca Monteiro e mora na Baixada Pará, onde realiza um excelente trabalho, não só como autor e como artista, mas também desenvolve um trabalho de política social comunitária, onde em muito contribui para com os moradores do lugar.

     Um livro na biblioteca é apenas um objeto, realmente, ele passa a ser livro quando é retirado da estante e passa a ser lido por alguém. Nosso autor, vai mais além, ele escreve, edita e ainda conta a história para seu cliente. Além de escritor independente, Joca Monteiro é; ator, dramaturgo, palhaço, professor, contador de histórias, ilustrador, editor e brincante da Amazônia. 

     Joca Monteiro é um excelente contador, quem já presenciou algumas de suas apresentações como contador de história, sabe muito bem disso. Afora os livros, ele se dedica a escrever para teatro. Alguns grupos teatrais, aqui em Macapá, já montaram seus textos. Eu mesmo, quando participava da comissão de avaliação de projetos de montagem para teatro, da FUNARTE, tive a honra de ler o projeto de montagem do espetáculo “Um Véu Para Dagmar”, onde, na ocasião, o referido texto foi selecionado e aprovado. Seu trabalho não se limita apenas à arte pela arte, é um trabalho artístico, econômico, político e social. Durante a pandemia do coronavirus, foi ele (Joca), quem teve a decisão de fazer campanha pedindo contribuição de alimentos para ajudar as pessoas mais carentes da Baixada Pará.  Joca Monteiro é um artista sui generis, que merece o reconhecimento dos órgãos públicos de cultura do Amapá.

 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

AMADEU LOBATO

 


     No ano de 1979 surge o espetáculo Uma Cruz Para Jesus, uma ideia do ator e diretor Amadeu Lobato. Neste ano de 2026 seria o quadragésimo sétimo ano de sua ininterrupta apresentação na área externa da Fortaleza de São José de Macapá, mas o destino quis que Amadeu Lobato nos deixasse, nesse início de ano.  Ele, que sempre Amava a Deus, como seu próprio nome revela, com sua imponente e grandiosa montagem do espetáculo uma Cruz Para Jesus. Era um espetáculo que acontecia anualmente na cidade de Macapá, que tem como cenário os muros da Fortaleza de São José.

     Uma Cruz para Jesus é sinônimo de persistência, trabalho e dedicação. Sou testemunha ocular de várias apresentações em que todos os trabalhos de produção refletiam objetivamente um esforço comum e isolado do grupo, em função de que, em certos momentos, havia total ausência dos órgãos de cultura como também do comércio, entre outros setores da sociedade amapaense. Mas com todas essas dificuldades o grupo nunca desistiu de apresentar o seu espetáculo. Mesmo no período de reforma da Fortaleza não falhava com as apresentações, ora do lado interno, ora no lado externo daquele edifício secular.

      Ao longo do tempo, o espetáculo Uma Cruz Para Jesus vem conquistando seu espaço e sensibilizando de vez por toda, nossa sociedade e nossos gestores. É um espetáculo tradicional em nossa cidade, além do que influenciou e motivou outros grupos, fez surgir novas sementes e se expandiu por vários bairros da cidade.

     Seguramente poderíamos listar aqui as principais influências de Uma Cruz para Jesus, nestes seus 46 anos de atividades ininterruptas na cidade de Macapá. É em função deste espetáculo que há vários grupos se apresentando nos bairros: no Pacoval, a comunidade representa a peça O Cordeiro de Deus nas ruas, culminando o espetáculo no campo de futebol do Kourou; a Paixão, também foi apresentada por um bom tempo, por outro grupo, no sambódromo; no Bairro Perpétuo Socorro é apresentado o espetáculo Filho de Maria; o Grupo Teatral Santa Inês, com a peça teatral Paixão e Morte de Cristo, com direção de Silvano Santos. Relativo a essa programação da Semana da Santa, ainda temos, o Movimento Cultural Desclassificáveis, que sempre apresenta, Cristo por Elas; Grupo Teatral Marco Zero, que vem com A Saga de Cristo; Grupo Imagem & Cia, com Preâmbulo da Paixão, sob direção de Cris Ferreira e produção de Débora Bararuá;  Quimera Cia de Teatro, com O Cordeiro de Deus, direção de Rosa Rente; Trupecênica, com Cristo ReiO Espargir do Amor; As Faces de Cristo, da Cia Cangapé, sob direção de Emerson Rodrigues; Os Milagres de Jesus – Grupo Maré; e no bairro Novo Horizonte Saga de Cristo, entre outros.                                            

     Uma Cruz Para Jesus, é um espetáculo que demonstra a vitalidade e persistência do teatro amapaense. Tem como suporte seu idealizador, dramaturgo e artista de teatro Amadeu Lobato. O espetáculo apresentado ao ar livre no entorno da Fortaleza de São José de Macapá, utiliza-se de vários cenários e vários planos, inclusive o plano vertical quando é apresentada a cena de Adão e Eva, sobre a muralha daquela fortificação mais do que centenária. Em função de sua dedicação e seu trabalho, Amadeu Lobato virou escola e se transformou no ícone de um dos maiores teatros ao ar livre do Estado do Amapá.

 

 

 

31 ANOS DE AMAPÁ

 


     Este início de ano é muito bem-vindo, visto que no dia 02 de janeiro, completei um ciclo de 31 anos como professor da Universidade Federal do Amapá. São mais de três décadas de dedicação à educação superior e ao teatro do Amapá, em função das pesquisas que venho realizando desde o dia em que me instalei nas terras tucujus, e me tornei o pioneiro nas pesquisas sobre o teatro amapaense. Comecei com a disciplina Teatro, que havia no antigo Curso de Licenciatura em Educação Artística. Em função da Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9394/96, o Curso passou a ser denominado de Curso de Artes Visuais, no qual, lecionei até o ano de 2013. No primeiro semestre de 2014, passei a ministrar aulas no Curso de Licenciatura em Teatro, visto que o mesmo havia sido aprovado pelo Conselho Superior, em 12 de novembro de 2013. 

     E para minha grande satisfação, na próxima sexta-feira, dia nove, estarei completando mais uma primavera, e mais um ciclo da minha vida aqui nesse estágio terrestre, alcançando meu sexagésimo quinto janeiro. De toda forma, estou muito feliz de ter chegado a esse patamar da vida. É um caminho muito longo... é verdade...!!! Em diversos sentidos. Sem esquecer que nessa imensa caminhada, muitos colegas ficaram para trás...! Muitos amigos se foram! Com um olhar para o passado, percebo que a vida se transforma numa constante luta pela sobrevivência. Isso se percebe desde criança, quando passamos a acompanhar nossos pais na luta diária... no cotidiano!

     Quanto a mim, passei a vida buscando conquistar meus objetivos. Para isso, como uma fera, tive que enfrentar as vicissitudes da vida e da sociedade contemporânea. O primeiro passo foi o estudo. Não tenho nada..., mas o que tenho, conquistei em função de toda uma vida dedicada ao estudo. Meus pais me ensinaram, e eu segui seus conselhos, eles diziam:  - para ser alguém na vida é preciso estudar! E foi exatamente isso o que fiz, continuo e continuarei fazendo, durante toda minha existência.

     Faço aqui uma revista do caminho que trilhei e das obras, às quais, consegui produzir nessas últimas três décadas de minha estada no Amapá. Segue os livros por mim, publicados nesse período: A Estrela e a Rã – 1998, (infantil); Brincando com Linhas – 2001, (infantil); Teatro de Bonecos: uma alternativa para o ensino fundamental na Amazônia – 2001; Entre Terra e Mar: sociogênese e caminhos do teatro na Paraíba – 1822-1905 - 2009; A Saga de Altimar Pimentel e o Teatro Experimental de Cabedelo – 2009; Fronteiras Entre o Palco e a Tela – Teatro na Paraíba – 1900 – 1916 – 2010; Entre Parênthesis – poesias – 2010; A Ovelha Malhada – 2011, (infantil); O Teatro na Terra de Zé da Luz: da União Dramática ao GETI – 2011; Artes Cênicas no Amapá – teoria, textos e palcos – 2011; Eu a Rainha do Vale – 2012; O Pato e o Lago – 2012, (infantil); Entre Pai & Filhos, 2012; Curso de Teatro no Amapá – Concepções e Proposições para o Ensino Superior – 2013; Pablito e a Libélula – 2013, (infantil); Teatro no Amapá: artistas e seu tempo – 2013; Arque com Arte: cultura, arte e educação no Amapá – 2013; A China é Aqui – 2014, (infantil); Entre Irmãos – 2014; Aventuras Poéticas – 2014; Itabayanna – entre fatos e fotos – 2014; Dramaturgia Amapaense – 2015; Engenho Velho: meu mundo encantado – 2017; A Estrela e a Rã – 2018, (bilíngue); Em Pleno Vapor: Nova Cruz do meu tempo de criança – 2019; Num Piscar de Olhos – eterno estudante – 2019; História do Teatro do Amapá – do século XVIII à década de 1940 – 2021; e Genealogia do Teatro – 2023. Tenho certeza de que não me arrependo de nada que fiz durante essas últimas três décadas. Aos sessenta e cinco anos, estou me preparado para o futuro. E assim, eu giro...! E assim, gira o mundo...!

     

 

 

 

 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

PRÓSPERO ANO NOVO

 

 

     O ano de 2025 está chegando ao fim, já passou o Natal e estamos comemorando mais uma vitória, mais um ano que continuamos batalhando e sabendo que ainda estamos vivos. É isso aí...! A vida passa e tudo passa, nós também passamos. O ontem já se foi, o hoje continua, e o amanhã a Deus pertence, sigamos em frente com nossos objetivos e nossos sonhos.

     A cada final de ano todos nós fazemos um balanço de nossas vidas. O porquê de estarmos aqui? Para onde iremos? Saudade dos que já se foram...! A busca constante da felicidade. A esperança que nunca morre. O dia de amanhã que vai melhorar.

     E assim a vida passa, passa como um cometa que ninguém vê, e o cotidiano fica assim: acordar cedo pela manhã, levar o filho para a escola, ir ao trabalho; meio dia, pegar o filho na escola; almoçar para trabalhar novamente, voltar para casa e jantar, deitar e dormir para acordar no outro dia e recomeçar tudo outra vez.

     Já dizia o filósofo: a vida é curta para dizer que não é longa e é longa para dizer que não é curta, e é por isso que devemos aproveitá-la ao máximo, de todas as formas, plenamente. Com a comemoração das festas de final de ano realizamos um retour ao nosso passado, ou mais especificamente ao ano que passou, que está finalizando. São momentos que nos traz muitas esperanças para podermos continuar jogando no jogo da vida.

     E aqui lembro que há 11 anos eu estava motivando e implementando a primeira turma do curso de teatro da Universidade Federal do Amapá, que aconteceu no dia 09 de abril de 2014. Curso que abriu perspectivas de trabalho para muitos jovens que hoje se dedicam a trabalhar com as artes cênicas no Amapá.

      Essas atitudes são de tamanha importância e nos alimentam consideravelmente para podermos continuar nossa contribuição com a sociedade amapaense nesse estágio da vida. Assim, continuaremos com nossas pesquisas, nossos estudos, no intuito de dotar as bibliotecas com vários documentos sobre a cultura e o teatro amapaense.

     Por fim, esperamos que neste ano de 2026, tenhamos mais força para continuar nessa jornada. A todos e todas, principalmente aos jovens, aos colegas da área da educação e a população em geral desejo um Próspero Ano Novo. Que os governantes saibam com sapiência transformar o Brasil num país do futuro. De qualquer forma, minha última mensagem para todos os viventes é a seguinte frase em latim: Carpe diem, quam minimum credula postero. Até 2026. O ano passado passou tão apressado! É a pura verdade que o ano já terminou. Temos que acreditar que 2025 chegou ao fim. Isso mesmo! Hoje já estamos no dia 28 de dezembro do ano em curso. Como é de praxe, todo final de ano, também quero aqui desejar um Feliz Ano Novo para todos.

 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

FELIZ NATAL

 

 

          Apesar de tudo que vem acontecendo no mundo e, principalmente nas guerras que nunca chegam a um fim, como no caso da guerra entre Rússia e Ucrânia, como também, entre Israel e o Hamas, e ainda a forte perspectiva dos EUA invadirem a Venezuela, é fato que há uma necessidade maior de termos que olhar sempre para o futuro. De qualquer forma, agradecermos pelos que ainda estão conosco, desbravando essa saga do caminhar e do enfrentar as vicissitudes da vida. Não é hora de desanimar! Estamos no final de mais um ano, que foi difícil para todos nós. Mas chegou o momento de refletirmos sobre tudo isso. Claro...! Também precisamos comemorar e, cada um a seu modo, abraçando seus familiares e amigos. 

     O maior desejo de todas as pessoas, é saber da conquista de seus objetivos, de seus desejos, de sua vida...!!! O Natal nos traz muita alegria a cada final de ano. É um ótimo momento de reflexão sobre um pequeno espaço de tempo que passou, ou seja, pelo qual nós passamos com vida, ilesos. Esse tempo refere-se ao espaço de praticamente 365 dias consecutivos, ou seja, um ano.

         Sem esquecer as modificações que aconteceram interiormente em nós mesmos. Às vezes algum problema de saúde, questões profissionais e tantos momentos difíceis que passamos. Mas, também foi um tempo em que nos trouxe muitas alegrias.  Alegria de ter lançado livros, alegria de ver o filho ser aprovado na escola, alegria de estar vivendo momentos felizes com quem se ama, entre outras sensações de alívio que necessitamos.

     O Natal é uma festa comemorada em todo o mundo; quantos de nós está falando a mesma língua? FELIZ NATAL, FELIZ NAVIDADE, JOYEUX NÖEL, MERRY CHRISTMAS, são alguns dos recados mais difundidos neste natal em todo o mundo. E assim, vamos nos confraternizando, cada país do seu modo, cada povo de acordo com suas crenças e suas culturas, apesar deste momento de tanta guerra.

     Natal significa nascimento, nascimento de Jesus que tanto batalhou para a igualdade do povo do seu tempo e da atualidade. Verdadeiro revolucionário de sua época. E hoje, e sempre comemoramos em função deste símbolo de ser humano. Todo natal nos traz esperanças de um mundo melhor, de alegria, de união entre os povos. Refletimos sempre para o bem da humanidade. Como é bonito todos juntos com suas famílias, revendo uns aos outros, pessoas que há tempo não mais havíamos visto, tudo isto faz parte do semblante natalino.

     Tempos atrás ficávamos felizes ao receber um cartão de natal pelos correios, mas, hoje os meios tecnológicos como as redes sociais em muito contribuem para nos aproximarmos das pessoas, mas, ainda deixa um vazio em relação à vida presencial quando você toca e abraça seu amigo ou amiga de tempos antanho. É a vida...! É a vida...! É a vida...! Desejo a todos que conheço e aos que não tive a oportunidade ainda de conhecer, tudo de bom neste natal, muita saúde, paz, e que tenhas conquistado seus objetivos neste ano que está terminando. Para todos UM FELIZ NATAL.

 

                                                                                                    

 

 

 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

TEATRO NO AMAPÁ - SÉCULO XXI

 


     No início do século XXI, o movimento organizado de teatro no Amapá deu grande salto, tendo em vista a enxurrada de grupos e coletivos que passaram a surgir naquele período. Movimento que traz novos pensamentos e novos encaminhamentos para o teatro do Amapá, como novas ideias, a partir de seus novos agrupamentos, que ao longo do novo século e dessas últimas décadas continuam a florescer. Entre eles, posso citar alguns: como fonte de aviso dessa nova geração, já no finalzinho de 1996, surge o Grupo Urucum, liderado pelo artista plástico Josaphat, Nonato Reis e José Ribas; em 2005, Cia Supernova, com apoio do SESC/AP, tendo à frente a diretora de Zeníude Pereira; ainda em 2005, foi a vez  da Cia Cangapé, liderada por Washington Silva e Alice Araújo; em 2009, também surge sob coordenação de Washington Silva e Alice Araújo, o Coletivo de Artistas, Produtores e Técnicos do Teatro do Estado do Amapá – CAPPTA;  em 2011, surge a Cia. Tucujus de Teatro, sob organização de Jhou Santos; em 2013, é a vez da Cia Trecos In Mundos, coordenada por Sandro Brito; depois vem a Cia. Oi Nóiz Akí, que também surgiu nesse período, liderada por Cláudio Silva. Além dessas entidades representativas do teatro do Amapá, surgiram ainda: Casa Fora do Eixo, 2006; Macaco Seco, sob coordenação de Cláudio Silva; Grupo Imagem & Cia, tendo à frente Cricilma Ferreira e Débora Bararuá, em 2007; em 2009, é fundado o Coletivo Psicodélico, com Mapige Gemaque; e em 2015, a Casa Circo, sob coordenação de Ana Caroline e Jones Barsou, e ainda a fundação da Federação de Dança do Amapá – FADA, criada por Myrla Barreto.

     Em função disso, muitos outros grupos, associações e organizações relativas às artes cênicas, foram surgindo no Amapá, e que estão em atividade nos dias de hoje, como exemplo, temos: Trupe do Pato, sob direção de Pato Canar; Grupo Teatração, de Paulo Padovani; Grupo Baluarte, sob tutela de Naldo Martins; Grupo Santiartes, coordenado por Alan Douglas; Cia Supernova, liderada por Marina Beckman; Oi Nóiz Aki, que tem como diretor, Claudio Silva; Grupo Eureca, de Joca Monteiro; Eta Nós, de Aldenir Rodrigues; Cia Cangapé, sob coordenação de Mauro Santos; Grupo Teatral Hemisfério, tendo à frente, Wenner George; Amigos da Cultura, de Wendel Guimarães; Grupo Marabaixo, de Max de Morais; Grupo Os Paspalhões, também de Max Morais; Grupo Calcoarte, dirigido por Paulo; Grupo Arte Luz, de Ângelo Botelho; Cia Turma do Nescau, dirigido por Fábio Nescau; Cia Que Maravilha, de Almeida Canuto; Grupo Zimba, liderado por Suane Brazão; Grupo Gera, do fotógrafo Paulo Gil; Grupo Desclassificáveis, do diretor Paulo Alfaia; Grupo Semente Nova, de Naldo Macedo; Casa Cena, de Junior Bolha; Grupo Teatro Arena, do diretor Amadeu Lobato; Grupo de Teatro Marco Zero, sob direção de Daniel de Rocha; Grupo de Artes Piracuí, de Solange Simit Tenório; Cia do Riso, de Genário Dunas; Grupo Língua Solta, de Jean Duarte, Grupo Casa Circo, de Jones Barsou e Ana Caroline, entre outros.