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terça-feira, 5 de junho de 2018

PESQUISAR TEATRO É UMA NECESSIDADE



     Pouco se conhece sobre o Teatro no Amapá; em se falando de dramaturgia as informações se tornam ainda muito mais escassas.  Se faz necessário saber, que a primeira obra que trata sobre o teatro no Amapá, é de minha autoria e foi publicada no ano de 2011 com o título “Artes Cênicas no Amapá – Teoria, Textos e Palcos”. Surgiu a partir de vários artigos que escrevo em jornal local. Esta obra, enfoca os espaços teatrais; produtores teatrais; análise crítica de espetáculos apresentados no Estado; novela amapaense; arte circense e humor. É resultado de estudos do Grupo de Pesquisa em Artes Cênicas e do Núcleo Amazônico de Estudos das Artes Cênicas da Universidade Federal do Amapá - UNIFAP.
     Prosseguindo com pesquisas voltadas para o teatro no Amapá, foi publicado em 2013 a obra “Teatro no Amapá: Artistas e Seu Tempo”, também de minha autoria, que foi resultado de realização de entrevistas com artistas de teatro que haviam montado espetáculos nas décadas de 60, 70 e 80, e que na atualidade não havia nenhum registro sobre seus trabalhos voltados para o teatro no Amapá.
     Do que se tem notícia, a primeira obra sobre dramaturgia amapaense foi publicada em 2012, intitulada “Cênico em Contextos: peças teatrais” do ator e diretor de teatro Daniel de Rocha, na intenção de socializar seus textos e consequentemente sua dramaturgia. Na ocasião, ele publicou sete textos de sua autoria. A segunda obra que também trata do referido tema, intitula-se “Dramaturgia Amapaense”, de minha autoria (publicada em 2015) também resultado de pesquisa realizada pelo Grupo de Pesquisa em Artes Cênicas e Núcleo Amazônico de Estudos das Artes Cênicas da UNIFAP.
     De fato, há um vazio documental tanto em relação à história do teatro no Amapá, como também ao que diz respeito à sua dramaturgia. Por outro lado, à medida que se vai pesquisando, vai-se revelando o vigor de um teatro que necessita urgentemente ser registrado e se tornar patente em nossas bibliotecas. Aliás, a realidade de nossas bibliotecas públicas e particulares carecem de material que informe à comunidade em geral; ao pesquisador e às pessoas de teatro sobre tema tão específico.
     O que se apresenta aqui são dados esparsos que fui localizando e analisando ao longo dos anos. Na atualidade, o que se encontra em nível bibliográfico são abordagens isoladas. No entanto, há evidências de ter havido desde o século XVIII, grande número de atividades teatrais, que não se restringiu apenas à capital, Macapá, mas principalmente em função da representação da luta dos “Mouros e Cristãos” na Vila de Mazagão Velho, cujas primeiras apresentações aconteceram no ano de 1777.
     Todavia, entende-se que apesar desses registros e evidências, os monumentos e notícias na literatura corrente encontram-se muito dispersos, necessitando urgentemente serem catalogados antes que a incúria do tempo destrua o que resta dessas provas monumentais e documentais. O que venho realizando como pesquisador é trazer à tona uma compreensão geral e um álbum geral do que se tem realizado nas artes cênicas no Amapá.  


segunda-feira, 28 de maio de 2018

ELEIÇÃO NA UNIFAP



     No ano de 1995, quando aqui cheguei para assumir a função de professor do antigo Curso de Educação Artística da Universidade Federal do Amapá, me deparei com uma universidade completamente embrionária com apenas 9 cursos de graduação, 60 professores, (entre efetivos e cedidos do quadro do Ex-território) e aproximadamente 2.500 alunos. Naquela época, tudo estava praticamente começando.
     Era a época do reitorado de Antonio Gomes de Oliveira. Antes dele, assumiram a reitoria: Professora Maria Alves, (que foi a primeira reitora), e Professora Laíses do Amparo Braga. Todos eles assumiram como Pró-Tempore. Nesse momento histórico e embrionário da UNIFAP, era inviável se pensar em eleição. Um período que poderíamos definir como o de “Procura-se um Reitor para as UNIFAP”, visto que praticamente não havia quem quisesse assumir uma instituição que estava em seu início.
     Assim se deu nos anos seguintes com outros professores que passaram a assumir os encargos da Universidade Federal do Amapá. Ainda Pró-tempore, em outubro de 1997 assume a reitoria da UNIFAP o Professor João Renôr Ferreira de Carvalho, quando criou a fundação da Unifap – Fundap e iniciou os trabalhos de informatização com a construção do prédio do Núcleo de Informática. Entre 1997 a 1999 começa a sair os primeiros professores para realizar pós-doutorado: eu sigo para Havana – Cuba; Professor Ricardo Ângelo para a Espanha; Professor José Maria para Brasília e Professor José Alberto Tostes também para Havana – Cuba.
    Proveniente da Delegacia do MEC, Professor Paulo Fernandes Batista Guerra, assume em 1999, como último Reitor Pró-Tempore da nossa instituição. Período muito difícil da UNIFAP em que praticamente não havia funcionários. Na ocasião, Paulo Guerra trouxe todos os funcionários do MEC para assumirem suas atividades na UNIFAP (muitos ainda continuam prestando serviço à UNIFAP).
     Em função do crescente desenvolvimento da UNIFAP e ainda levando-se em consideração o momento histórico, esse período de professores pró-tempores encerra exatamente com a realização da primeira eleição direta para Reitor, que de fato aconteceu com a entrada do Professor João Brazão da Silva Neto, em junho de 2002.
     A segunda eleição direta para Reitor da UNIFAP se deu no ano de 2006, quando assumiu a Reitoria o Professor Doutor José Carlos Tavares, o qual foi reeleito no ano de 2010. No ano de 2014, também a partir de eleição direta para Reitor, assumiu a Professora Doutora Eliane Superti.
     Atualmente a UNIFAP está em processo de eleição para a Reitoria, sendo esta a quinta eleição direta para Reitor da Instituição. Neste momento se inscreveram quatro chapas: Chapa 10 -  Emerson Augusto Castilho Martins, tendo Rosivaldo Gomes como vice; Chapa 20 – Aldenor Benjamim dos Santos (reitor) e Benedito Rostan Costa Martins (vice); Chapa – 30 Júlio César Sá de Oliveira (reitor), e Simone de Almeida Delphim Leal (vice); Chapa – 40 – Piedade Lino Videira (reitora) e Lúcio André Viana Dias (vice). A eleição ocorrerá dia 06 de junho e que haja maciça participação da comunidade universitária nas urnas.

terça-feira, 22 de maio de 2018

MESTRE E POETA



     Manoel Bispo Corrêa nasceu em Belém do Pará em 15 de fevereiro d e1945, filho de Paulo Roberto Corrêa e Maria Bispo Corrêa. Por uma necessidade de sua família chegou a Macapá ainda criança. Aqui estudou em vários colégios, entre eles Alexandre Vaz Tavares; Azevedo Costa e Colégio Amapaense. Fez parte do Coral da Escola Walquíria Lima. Escreveu e pintou suas primeiras obras já aos dezesseis anos de idade. Na ânsia de aproveitar seus estudos, conseguiu se matricular na Escola de Belas Artes no Rio de Janeiro.
     É um artista plástico conhecido e reconhecido no Amapá. Além de se dedicar à pintura é poeta, professor, compositor, contista e escritor. Em 2006 lançou a obra de poesias intitulada “Intátil”. Em 2010 participou da “Coletânea de Poetas, Contistas e Cronistas do Meio do Mundo”. Há várias décadas que reside em Macapá, em função disso se considera cidadão amapaense e se dedica  inteiramente a esta terra.
     Quando ainda criança, Manoel Bispo teve influências de vários setores, inicialmente foram as figuras coloridas que chamaram sua atenção. Em seguida, vieram as imagens das capas de revistas como também gravuras de calendário. Ao longo de sua trajetória artística ele foi se envolvendo aos poucos com essas imagens. Passou também a observar e estudar diversas fotografias e quadros de artistas famosos. Toda essa experiência o envolveu para que voltasse seus olhares para a arte como artista plástico, com temas voltados para a Amazônia com influências surrealistas.
     Como poeta busca aprimorar sua arte a cada passo. É um persistente pesquisador da palavra. Para o escritor Paulo Tarso “seus poemas são escritos numa linguagem que primam pela objetividade e as imagens demonstram seu conhecimento da música e das artes plásticas”. Acrescente-se a isso os inumeráveis exercícios artísticos até chegar ao trabalho estético que conseguiu concretizar ao longo de sua carreira com uma vasta obra.
     Nosso artista confessa que não enfrentou muitas dificuldades em trilhar na área das artes visuais mas, enfoca que em sua época não havia lojas especializada na cidade de Macapá, observando que era necessário solicitá-las em outras cidades como, por exemplo, Belém do Pará. “Hoje existem vários revendedores dos mais diversificados fabricantes de tintas, pincéis, telas e solventes entre outros materiais. Seu trabalho mais significativo foi a tela “Espécie de Compulsão”. Do artista Manoel Bispo, uma frase para os iniciantes: “- A eles apenas o estímulo que energiza a alma daqueles que escolhem a arte para viver”.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

ORIGEM DAS PALAVRAS NO TEATRO




     O teatro surgiu na Grécia antiga há quase três mil anos. Durante toda a história do homem há uma relação intrínseca entre a vida e a arte. Relacionaremos em seguida algumas palavras ligadas ao teatro e suas principais origens:
     A palavra TEATRO vem do Latim theatrum, do Grego theatron, que significava literalmente “lugar para olhar”, de theasthai, “olhar”, mais tron, sufixo que denota “lugar”. O sentido de “lugar onde transcorre a ação” se aplicou também aos feitos militares, daí o nome “teatro de operações” para uma área onde há luta armada.
     ANFITEATRO também vem do Latim amphiteatrum, do Grego amphiteatron, que significa “local de espetáculos duplo, com espectadores dispostos de ambos os lados do palco”, de amphí-, “dos dois lados”, mais theatron, local de onde se vê. Inicialmente os teatros possuíam assentos apenas no lado voltado para o palco, seguindo a arquitetura do teatro grego. É ainda o caso da maioria ou todos os nossos teatros atuais. Os atuais estádios de futebol são hoje os nossos verdadeiros anfiteatros.
     O termo COMÉDIA vem do Grego komoidia, “espetáculo divertido, comédia”, de komodios, “cantor em festas”, de komos, “festa, farra”, mais oidos, “poeta, cantor”.  Este termo passou por uma fase em que era usado para designar “poema narrativo”, o que é a razão de o livro “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri, ter esse nome. 
     TRAGÉDIA deriva do Grego tragoidia, que significa “peça ou poema com final infeliz”. Aparentemente deriva de tragos, “bode”, mais oidea, “canção”. Ao pé da letra poderíamos dizer “a canção dos bodes”, e isso viria do drama satírico, onde os atores se vestiam de sátiros, com suas pernas cabeludas e chifres de bode. 
     Da mesma forma, DRAMA também deriva do Grego drama, “peça, ação, feito” (especialmente relativo a algum grande feito, fosse positivo ou negativo), vem de drao, “fazer, realizar, representar, lutar”.
     PLATEIA – ao que tudo indica, deriva do Grego platea, que significa “largo e plano”. Inicialmente designava o lugar onde ficavam os músicos e se estendeu depois, em prédios diferentes dos teatros gregos, à parte onde tomam assento os espectadores.
    PALCO – do Italiano palco, “estrado, tablado”, do Lombardo palko, “trave, viga”. Seu sentido se estendeu depois ao de “tablado sustentado por vigas” e mais tarde a “estrado ou palco designado para apresentações artísticas”.
     CENA – do Latim scaena, “palco, cena”, do Grego skena, de mesmo significado, originalmente “tenda, cabana”, relacionado a skia, “sombra”, pela noção de “algo que protege contra o sol”.
     Para quem trabalha na área do teatro conhece bem os termos acima, o mais interessante é entender a origem dessas palavras para a partir daí entender o porquê do uso corrente e atual das mesmas.

domingo, 6 de maio de 2018

NOSSA MACAPÁ



     Fui convidado para ministrar uma palestra na Universidade de Framingham – Estado de Massachusetts – EUA  e em novembro passado participei da Feira Cultural e Científica Brasil Estados Unidos, na qual falei sobre a cultura amapaense e o que de melhor há no Amapá. Produzi um vídeo de 6 minutos com belas imagens do Amapá. Parte do texto que serviu de base para o vídeo, vai a seguir:  
     A Fortaleza de São José de Macapá, fundada em 1758, é uma das principais edificações militares existentes no Brasil e um dos mais importantes monumentos do século XVIII. Erguida com o propósito de defender a Amazônia, em especial diante da perspectiva de uma invasão francesa (os franceses já haviam ocupado o território da Guiana), ocupa uma extensa área na margem esquerda da foz do rio Amazonas, na capital do Amapá. O marco arquitetônico e histórico é hoje um dos principais pontos turísticos de Macapá. Na Amazônia tudo acontece conforme a maré, e é exatamente na maré vazante que acontecem os campeonatos, conhecidos popularmente como futelama, muito apreciados pelos aficionados pelo futebol.
     O Marco Zero é um monumento localizado na cidade de Macapá para marcar a passagem exata do sol sobre a Linha do Equador. É constituído de uma edificação de 30 metros de altura dotada de um círculo na parte superior, através do qual é possível visualizar o Equinócio aos menos duas vezes ao ano. Entre 20 e 21 de março e também entre 22 e 23 de setembro. Nesse dia, o sol alinha-se perfeitamente no círculo do monumento e projeta um raio de luz sobre a linha imaginária do Equador. Tornou-se um dos mais importantes pontos turísticos da capital do meio do mundo.
     A cidade de Macapá possui vários outros pontos turísticos como o sambódromo, o trapiche Eliézer Levi e o balneário do Curiaú que é muito frequentado, principalmente no período do verão. Possui ainda a praia de fazendinha, lugar de muitos banhistas. A cidade tem o privilégio de situar-se à margem esquerda do rio Amazonas, um dos rios mais extensos do mundo, com 6.992,06 km de comprimento, contando com mais de mil afluentes. Sendo que alguns deles, como o Madeira, o Negro e o Japurá, estão entre os 10 maiores rios do planeta.
     Nossa cidade conta ainda com o “Museu Sacaca” (museu a céu aberto), que é uma instituição científica, subordinada ao Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA), órgão público responsável por fomentar e divulgar a produção científica e tecnológica local. Inaugurado em 1997, o museu tem por objetivo promover ações museológicas de pesquisa, preservação e comunicação, abrangendo o saber científico e o saber popular dos povos amazônicos.
     Uma das expressões mais importantes que também é símbolo da cultura amapaense é a da dança do Marabaixo. É considerada uma tradição popular e secular. É uma dança de origem africana, provavelmente trazida pelos negros que chegaram ao Estado do Amapá no século XVIII. Em louvor ao Divino Espírito Santo e à Santíssima Trindade, essa manifestação se destaca pela união de canto, dança, música, gastronomia e fé. Estende-se ao longo de 61 dias, entre o sábado de aleluia e o domingo pós Corpus Christi. A festa atrai, todos os anos, milhares de pessoas para os bairros do Laguinho e Favela.
     Macapá, a capital do meio do mundo vos espera de braços abertos. Muito obrigado.


terça-feira, 1 de maio de 2018

MUITO OBRIGADO, MACAPÁ



     No último dia 20 de abril (sexta feira) recebi o título honorífico de Cidadão Macapaense das mãos do Vereador Marcelo Dias, na Câmara Municipal de Macapá. Esta cerimônia em muito me honra em função de todo o meu trabalho em prol da cidade de Macapá e do Estado do Amapá. Aqui cheguei em 1994, para realizar concurso público para a recém-implantada Universidade Federal do Amapá. Aprovado em primeiro lugar no referido concurso, retornei no dia 02 de janeiro de 1995 para assumir a função de professor desta instituição. Portanto há 23 anos que venho me dedicando a este rincão.
     Quando aqui aportei, já vim com a intenção de implantar o Curso de Licenciatura em Teatro. O primeiro momento referente a este objetivo foi o fato de ter ministrado ainda em 1995 a primeira oficina de teatro da UNIFAP. Tenho a honra de ter ministrado aula para a turma pioneira do antigo curso de Educação Artística. Nesse período, também assumi a Coordenação do referido Curso. Portanto, desde 1995 que estou na Universidade Federal do Amapá, e atualmente sou Professor Associado IV. Ainda em 1995 ministrei a primeira oficina de teatro da UNIFAP.
     Já em 1996 encaminhei o primeiro projeto para implantação do Curso de Licenciatura em Teatro, como também dei início ao projeto de extensão com “Curso de Teatro de Bonecos para Capacitação de Professores”. Em função desse trabalho ministrei dez cursos para dez comunidades diferentes, capacitando um total de 300 professores e percorrendo um total de quase quatro mil quilômetros, no Estado do Amapá. O referido projeto iniciado em 1996 se estendeu até o ano de 1998 a pedido de alguns municípios. Essa experiência resultou na publicação da obra: “Teatro de Bonecos: Uma Alternativa para o Ensino Fundamental na Amazônia” que foi lançada em 2001.
     Em 1997 publiquei a livro “A Estrela e a Rã”, hoje considerado a primeira obra de literatura infantil do Amapá. Nesse mesmo ano escrevi artigo para o Jornal do Dia e assumi o Departamento de Pesquisa. Em 1998 aconteceu o lançamento da segunda edição de “A Estrela e a Rã”; e continuei a escrever artigos na “Coluna Inteligente” do Jornal do Dia. Em 1999 iniciei meu curso de doutoramento. Em 2001 lancei a obra infantil “Brincando com Linhas”. Ainda neste ano encaminhei o segundo projeto para implantação do Curso de Licenciatura em Teatro. Escrevi para o Jornal Diário do Amapá, como também para o Jornal O Liberal/Macapá. Fiz parte da Comissão Julgadora do Festival de Teatro do Amapá.
     Em 2004 conclui o Curso de Doutoramento e retornei para continuar no Amapá, sendo fiel à querida terra que me adotou profissionalmente. Nesse ano, passei a escrever para o Jornal A Gazeta - Suplemento Cenários. Coordenei o Polo Universitário do Amapá, na cidade de Amapá. Fui um dos primeiros professores que entrou em contato com prefeitos para a implantação de campus no interior do Estado. Assumi a Pró-Reitoria de Graduação. Em 2006 fui homenageado “Os Melhores de 2005”, pelo Governo do Amapá. Extingue-se o Curso de Educação Artística e passei a lecionar no Curso de Artes Visuais. Em 2009 sigo para realizar curso de Pós-Doutorado e retorno mais uma vez à Macapá para continuar desenvolvendo meus afazeres profissionais e acadêmicos.
     Continuo publicando livros como: “Entre Parénthesis” – 2010; “Artes Cênicas no Amapá” – 2011, sendo esta a primeira obra que aborda sobre artes cênicas Amapá; “A Ovelha Malhada” – 2011; “O Pato e o Lago” e “Entre Pai & Filhos - 2012; “Pablito e a Libélula”, “Arque com Arte: cultura, arte e educação no Amapá”, “Teatro no Amapá: Artistas e Seu Tempo,” “A China é Aqui” e “Curso de Teatro no Amapá: Concepções e Proposições para o Ensino Superior” em 2013; “Entre Irmãos”, “Aventuras Poéticas”, em 2014 e “Dramaturgia Amapaense” em 2015.
     No ano de 2010, retorno à insistência da implantação do Curso de Licenciatura em Teatro e retomo a escrita de um novo Plano Político Pedagógico para o Curso. Finalmente, em 12 de novembro de 2013 o Projeto do Curso de Licenciatura em Teatro á aprovado pelo Conselho Universitário da UNIFAP. A partir desse momento, assumi a Coordenação do Curso de Teatro para programar os encaminhamentos necessários concernentes à implantação física do curso, como locais de funcionamento da Coordenação e salas de aula, etc. Sinto-me honrado em saber que neste ano de 2018, no dia 18 de abril houve a coleção de grau da primeira turma do Curso de Licenciatura em Teatro da UNIFAP. Nesta oportunidade o Curso de Teatro coloca à disposição da sociedade amapaense e do mercado de trabalho a primeira turma Licenciada em Teatro do Estado do Amapá.
     Este é um breve resumo da minha dedicação à cidade de Macapá e ao Estado do Amapá. Aqui cheguei, aqui fiquei, amo esta cidade. Há vinte e três anos que meu compromisso profissional é com o Estado do Amapá. Por isso, agradeço com o coração pleno de alegria e satisfação por ter aportado no Cabo Norte. Muito obrigado, Macapá.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

TURMA PIONEIRA DO CURSO DE TEATRO DA UNIFAP COLA GRAU



     Minha preocupação para a implantação de um Curso de Licenciatura Plena em Teatro no Amapá remete ao ano de 1995, quando aqui cheguei para assumir a função de professor da Universidade Federal do Amapá, admitido por concurso público realizado em novembro de 1994. Aliás, mesmo antes de fincar raízes neste espaço geográfico brasileiro eu já havia pensado na perspectiva e projetado a implantação do referido curso.
     Estudei as possibilidades e em 1996 encaminhei projeto de implantação das habilitações de Teatro e Música ao Colegiado do Curso de Educação Artística. O referido projeto também passou por uma comissão de implantação de novos cursos. Infelizmente nem o Colegiado, muito menos a referida comissão entendeu como prioridade a implantação daquelas habilitações. Se naquele período as habilitações de Teatro e Música tivessem sido implantadas, consequentemente com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação 9.394/96 daquele mesmo ano, as mesmas teriam sido transformadas em dois cursos distintos: Curso de Licenciatura Plena em Teatro e Curso de Licenciatura Plena em Música.
     Se assim o fosse, concretamente de lá para cá teríamos colocado no mercado de trabalho pelo menos dezoito turmas de profissionais da área do teatro e da área da música respectivamente, para suprir a necessidade premente das escolas de ensino fundamental e médio do Estado do Amapá. Por outro lado, teríamos sido também a primeira universidade e o primeiro Estado da região Norte a implantar seu Curso de Licenciatura Plena em Teatro.
     Com a implantação da disciplina Educação Artística que surgiu com a Lei 5.692/1971 que transformou o professor de arte num profissional polivalente.  Também em função da luta dos Arte-Educadores, principalmente durante a década de 1980 do século XX para reverter este quadro foi que na década de 1990 com a Lei 9.394/96 a arte tornou-se obrigatória no ensino fundamental e médio. Diferente de sua antecessora, a Lei 9.394/96 também definiu que o estudante deveria vivenciar pelo menos quatro linguagens distintas da arte na sala de aula: Artes Visuais, Teatro, Dança e Educação Musical.
     A persistência é um dos sentidos da vida que nos faz permanecer na luta. Foi preciso duas décadas para que o Curso de Teatro fosse aprovado. Neste sentido, em 12 de novembro de 2013, o mesmo passou pelo Conselho Superior da UNIFAP por unanimidade.
     No início de 2014 estávamos recebendo a primeira turma do Curso de Licenciatura em Teatro e este ano essa turma pioneira colou grau na última quarta-feira, dia 18. A concretização deste trabalho determina que a partir deste ano de 2018, o Estado do Amapá terá à disposição da sociedade o primeiro grupo de professores licenciados em teatro e capacitados para assumirem suas atividades pedagógicas nas escolas do nosso Estado.