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segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

PRÓSPERO ANO NOVO

 

 

     O ano de 2025 está chegando ao fim, já passou o Natal e estamos comemorando mais uma vitória, mais um ano que continuamos batalhando e sabendo que ainda estamos vivos. É isso aí...! A vida passa e tudo passa, nós também passamos. O ontem já se foi, o hoje continua, e o amanhã a Deus pertence, sigamos em frente com nossos objetivos e nossos sonhos.

     A cada final de ano todos nós fazemos um balanço de nossas vidas. O porquê de estarmos aqui? Para onde iremos? Saudade dos que já se foram...! A busca constante da felicidade. A esperança que nunca morre. O dia de amanhã que vai melhorar.

     E assim a vida passa, passa como um cometa que ninguém vê, e o cotidiano fica assim: acordar cedo pela manhã, levar o filho para a escola, ir ao trabalho; meio dia, pegar o filho na escola; almoçar para trabalhar novamente, voltar para casa e jantar, deitar e dormir para acordar no outro dia e recomeçar tudo outra vez.

     Já dizia o filósofo: a vida é curta para dizer que não é longa e é longa para dizer que não é curta, e é por isso que devemos aproveitá-la ao máximo, de todas as formas, plenamente. Com a comemoração das festas de final de ano realizamos um retour ao nosso passado, ou mais especificamente ao ano que passou, que está finalizando. São momentos que nos traz muitas esperanças para podermos continuar jogando no jogo da vida.

     E aqui lembro que há 11 anos eu estava motivando e implementando a primeira turma do curso de teatro da Universidade Federal do Amapá, que aconteceu no dia 09 de abril de 2014. Curso que abriu perspectivas de trabalho para muitos jovens que hoje se dedicam a trabalhar com as artes cênicas no Amapá.

      Essas atitudes são de tamanha importância e nos alimentam consideravelmente para podermos continuar nossa contribuição com a sociedade amapaense nesse estágio da vida. Assim, continuaremos com nossas pesquisas, nossos estudos, no intuito de dotar as bibliotecas com vários documentos sobre a cultura e o teatro amapaense.

     Por fim, esperamos que neste ano de 2026, tenhamos mais força para continuar nessa jornada. A todos e todas, principalmente aos jovens, aos colegas da área da educação e a população em geral desejo um Próspero Ano Novo. Que os governantes saibam com sapiência transformar o Brasil num país do futuro. De qualquer forma, minha última mensagem para todos os viventes é a seguinte frase em latim: Carpe diem, quam minimum credula postero. Até 2026. O ano passado passou tão apressado! É a pura verdade que o ano já terminou. Temos que acreditar que 2025 chegou ao fim. Isso mesmo! Hoje já estamos no dia 28 de dezembro do ano em curso. Como é de praxe, todo final de ano, também quero aqui desejar um Feliz Ano Novo para todos.

 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

FELIZ NATAL

 

 

          Apesar de tudo que vem acontecendo no mundo e, principalmente nas guerras que nunca chegam a um fim, como no caso da guerra entre Rússia e Ucrânia, como também, entre Israel e o Hamas, e ainda a forte perspectiva dos EUA invadirem a Venezuela, é fato que há uma necessidade maior de termos que olhar sempre para o futuro. De qualquer forma, agradecermos pelos que ainda estão conosco, desbravando essa saga do caminhar e do enfrentar as vicissitudes da vida. Não é hora de desanimar! Estamos no final de mais um ano, que foi difícil para todos nós. Mas chegou o momento de refletirmos sobre tudo isso. Claro...! Também precisamos comemorar e, cada um a seu modo, abraçando seus familiares e amigos. 

     O maior desejo de todas as pessoas, é saber da conquista de seus objetivos, de seus desejos, de sua vida...!!! O Natal nos traz muita alegria a cada final de ano. É um ótimo momento de reflexão sobre um pequeno espaço de tempo que passou, ou seja, pelo qual nós passamos com vida, ilesos. Esse tempo refere-se ao espaço de praticamente 365 dias consecutivos, ou seja, um ano.

         Sem esquecer as modificações que aconteceram interiormente em nós mesmos. Às vezes algum problema de saúde, questões profissionais e tantos momentos difíceis que passamos. Mas, também foi um tempo em que nos trouxe muitas alegrias.  Alegria de ter lançado livros, alegria de ver o filho ser aprovado na escola, alegria de estar vivendo momentos felizes com quem se ama, entre outras sensações de alívio que necessitamos.

     O Natal é uma festa comemorada em todo o mundo; quantos de nós está falando a mesma língua? FELIZ NATAL, FELIZ NAVIDADE, JOYEUX NÖEL, MERRY CHRISTMAS, são alguns dos recados mais difundidos neste natal em todo o mundo. E assim, vamos nos confraternizando, cada país do seu modo, cada povo de acordo com suas crenças e suas culturas, apesar deste momento de tanta guerra.

     Natal significa nascimento, nascimento de Jesus que tanto batalhou para a igualdade do povo do seu tempo e da atualidade. Verdadeiro revolucionário de sua época. E hoje, e sempre comemoramos em função deste símbolo de ser humano. Todo natal nos traz esperanças de um mundo melhor, de alegria, de união entre os povos. Refletimos sempre para o bem da humanidade. Como é bonito todos juntos com suas famílias, revendo uns aos outros, pessoas que há tempo não mais havíamos visto, tudo isto faz parte do semblante natalino.

     Tempos atrás ficávamos felizes ao receber um cartão de natal pelos correios, mas, hoje os meios tecnológicos como as redes sociais em muito contribuem para nos aproximarmos das pessoas, mas, ainda deixa um vazio em relação à vida presencial quando você toca e abraça seu amigo ou amiga de tempos antanho. É a vida...! É a vida...! É a vida...! Desejo a todos que conheço e aos que não tive a oportunidade ainda de conhecer, tudo de bom neste natal, muita saúde, paz, e que tenhas conquistado seus objetivos neste ano que está terminando. Para todos UM FELIZ NATAL.

 

                                                                                                    

 

 

 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

TEATRO NO AMAPÁ - SÉCULO XXI

 


     No início do século XXI, o movimento organizado de teatro no Amapá deu grande salto, tendo em vista a enxurrada de grupos e coletivos que passaram a surgir naquele período. Movimento que traz novos pensamentos e novos encaminhamentos para o teatro do Amapá, como novas ideias, a partir de seus novos agrupamentos, que ao longo do novo século e dessas últimas décadas continuam a florescer. Entre eles, posso citar alguns: como fonte de aviso dessa nova geração, já no finalzinho de 1996, surge o Grupo Urucum, liderado pelo artista plástico Josaphat, Nonato Reis e José Ribas; em 2005, Cia Supernova, com apoio do SESC/AP, tendo à frente a diretora de Zeníude Pereira; ainda em 2005, foi a vez  da Cia Cangapé, liderada por Washington Silva e Alice Araújo; em 2009, também surge sob coordenação de Washington Silva e Alice Araújo, o Coletivo de Artistas, Produtores e Técnicos do Teatro do Estado do Amapá – CAPPTA;  em 2011, surge a Cia. Tucujus de Teatro, sob organização de Jhou Santos; em 2013, é a vez da Cia Trecos In Mundos, coordenada por Sandro Brito; depois vem a Cia. Oi Nóiz Akí, que também surgiu nesse período, liderada por Cláudio Silva. Além dessas entidades representativas do teatro do Amapá, surgiram ainda: Casa Fora do Eixo, 2006; Macaco Seco, sob coordenação de Cláudio Silva; Grupo Imagem & Cia, tendo à frente Cricilma Ferreira e Débora Bararuá, em 2007; em 2009, é fundado o Coletivo Psicodélico, com Mapige Gemaque; e em 2015, a Casa Circo, sob coordenação de Ana Caroline e Jones Barsou, e ainda a fundação da Federação de Dança do Amapá – FADA, criada por Myrla Barreto.

     Em função disso, muitos outros grupos, associações e organizações relativas às artes cênicas, foram surgindo no Amapá, e que estão em atividade nos dias de hoje, como exemplo, temos: Trupe do Pato, sob direção de Pato Canar; Grupo Teatração, de Paulo Padovani; Grupo Baluarte, sob tutela de Naldo Martins; Grupo Santiartes, coordenado por Alan Douglas; Cia Supernova, liderada por Marina Beckman; Oi Nóiz Aki, que tem como diretor, Claudio Silva; Grupo Eureca, de Joca Monteiro; Eta Nós, de Aldenir Rodrigues; Cia Cangapé, sob coordenação de Mauro Santos; Grupo Teatral Hemisfério, tendo à frente, Wenner George; Amigos da Cultura, de Wendel Guimarães; Grupo Marabaixo, de Max de Morais; Grupo Os Paspalhões, também de Max Morais; Grupo Calcoarte, dirigido por Paulo; Grupo Arte Luz, de Ângelo Botelho; Cia Turma do Nescau, dirigido por Fábio Nescau; Cia Que Maravilha, de Almeida Canuto; Grupo Zimba, liderado por Suane Brazão; Grupo Gera, do fotógrafo Paulo Gil; Grupo Desclassificáveis, do diretor Paulo Alfaia; Grupo Semente Nova, de Naldo Macedo; Casa Cena, de Junior Bolha; Grupo Teatro Arena, do diretor Amadeu Lobato; Grupo de Teatro Marco Zero, sob direção de Daniel de Rocha; Grupo de Artes Piracuí, de Solange Simit Tenório; Cia do Riso, de Genário Dunas; Grupo Língua Solta, de Jean Duarte, Grupo Casa Circo, de Jones Barsou e Ana Caroline, entre outros.

 

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

PERSISTÊNCIA E DEDICAÇÃO

 

 

     Professor é uma profissão que exige muita persistência e dedicação. No próximo janeiro, minha vida laboral na UNIFAP, está completando 31 anos. Segue minhas atividades realizadas a partir do ano de 2006, quando fundei o Grupo de Pesquisa em Artes Cênicas, ligado à CAPES. Nesse mesmo ano, dei início ao projeto de extensão “Ciclo de Palestras em Artes Cênicas”, logo em seguida, retornei do Estágio de Pós-Doutorado. Junto à turma 2010, do Curso de Artes Visuais, realizamos estudos e montagem do espetáculo/instalação “Plurisensorial”, “Dripping” e, “Da Vinci à La Carte. ” Foi quando nesse período, o Prof. Dr. João Batista, que havia assumido o Departamento de Letras e Artes, me convidou para retomar o projeto de implantação do Curso de Licenciatura em Teatro. Dessa forma, teve início novo processo de estudos das possibilidades para elaboração do Projeto Político Pedagógico do Curso de Licenciatura em Teatro da UNIFAP.

     Na ocasião, foi publicada a Portaria nº 222/2011, como Presidente da Comissão de Elaboração do Plano Político Pedagógico do referido curso. Paralelamente foi publicada a obra de minha autoria, “Artes Cênicas no Amapá: teoria, textos e palcos”. Dei prosseguimento à elaboração e preparação dos documentos para implantação do tão desejado curso de teatro, para tal façanha, tive por base a Lei 9.394/96; os Parâmetros Curriculares Nacionais, o PPP dos cursos de Licenciatura em Teatro da Universidade de Brasília – UNB; Universidade Federal da Paraíba – UFPB; e Universidade Federal de Alagoas – UFAL. Em 2012, definitivamente foi publicada nova Portaria, de nº 190/2012 com a Comissão de Implantação do referido curso, à qual foi constituída pelos professores: Prof. Dr. Romualdo Rodrigues Palhano (Presidente); Prof. Dr. João Batista de Oliveira (membro) e Prof. Dra. Sílvia Carla Marques Costa, (membro).

     Dessa forma, o processo referente à implantação do Curso de Teatro foi protocolado ainda em 2012. Sendo que entre 2012 e 2013, houve todo um acompanhamento de minha parte, em relação ao processo, principalmente nas câmaras de graduação e legislação e normas, entre outros setores da UNIFAP. No XXII Encontro da Confederação de Arte Educadores do Brasil – CONFAEB, em São Paulo; fui comunicador do tema: “Curso de Teatro no Amapá: concepções e Proposições para o Ensino Superior”. Numa terça-feira, 12 de novembro de 2013, o Curso de Teatro foi aprovado pelo Conselho Superior da Universidade Federal do Amapá, após o terceiro projeto que havia sido protocolado. Nesse período, fiz publicação da obra intitulada “Curso de Teatro no Amapá: Concepções e Proposições para o Ensino Superior”.

     A aprovação foi por unanimidade em meio aos artistas das artes cênicas que invadiram o plenário do Conselho. Houve comemoração e passeata dos artistas dentro da Universidade com carro de som e fogos de artifício. Toda a comunidade artística e cultural comemorou a aprovação do Curso de Teatro. Nesse ínterim, em 19 de dezembro de 2013, foi publicada a Portaria nº 2369/2013, como primeiro Coordenador do Curso de Licenciatura em Teatro do Amapá. A partir de então, iniciou-se a instalação física do novo curso, com localização da Coordenação e secretaria do mesmo.

     A entrada da turma pioneira, aconteceu no início do semestre letivo, no dia 09 de abril de 2014. Dessa forma, os dois primeiros semestres de 2014, aconteceram com a contribuição dos seguintes professores: Prof. Dr. Benedito Rostan Martins; Prof. Dr. Maurício Remígio Viana; Prof. Dr. Alexandre Adalberto Pereira; (Artes Visuais) Profa. Dr. Clícia Coelho (Pedagogia Santana); Prof. Dr. Álvaro Adolfo Duarte Coelho; Prof. Dr. Alisson Vieira Costa  e Profa. Dra. Ronédia Monteiro Bosque, (Ed. Física); e Prof. Msc. Silvagne Vasconcelos Duarte (Letras).

 

 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

PARTIDO DA MORTE

 


     Embora não queiramos e não aceitemos, todo ser vivo tem início, meio e fim. Dessa forma, se torna fácil entender que, basicamente tudo que existe na natureza, nasce, se desenvolve, se tornar velho e, em seguida, morre. O milho, por exemplo tem um ciclo de três meses; nesse período, ele é plantado, nasce, cresce, produz frutos e morre. E esse processo também se dá em relação à terra, onde tudo está em movimento. No rio amazonas, os canais e bancos de areia geralmente mudam de lugar ao longo do tempo, por isso, se faz necessário um prático, para navegar nessas águas. O interessante é que me parece uma contradição, mas todos frequentam determinada igreja para se salvar, porém ninguém quer morrer.

     Aprendemos a contar nosso tempo, a partir da data do nosso nascimento, principalmente cultivando e comemorando o dia do aniversário, com a música mais conhecida por todos: “parabéns pra você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida”.  Essa canção nos passa o desejo e a esperança de que tenhamos muitos anos de vida, e que tenhamos uma vida longa pela frente para viver, e isso nos traz muitas felicidades, ao saber que conseguimos chegar àquela data, a qual está sendo comemorada naquele momento. Apesar de divulgarem que a morte vem nos buscar, entendo que, a cada ano que se passa somos nós que estamos indo de encontro à morte, visto que ela não vem nos buscar, ela já nasce conosco e nos acompanha durante nossa vivência.

     Dessa forma, literalmente, a morte não vem te buscar, é você que vai constantemente ao encontro dela, e a cada dia isso se intensifica, é algo indesejável, mas, inevitável. Temos que observar também, que o morto nasce do vivo e o vivo nasce do morto, como assim?!  Ora, depois que seus pais morrem, você se torna alguém que nasceu dos mortos, ou seja, daqueles que já morreram. De outra forma, aqueles que já morreram, nasceram dos vivos, ou seja, os mortos surgem a partir dos vivos, porque antes eles estavam vivos.  Portanto, a morte é um partido que ninguém quer se filiar, mas o ser humano tem que admitir que, durante sua existência, ele está fadado à essa filiação hedionda.  

     A morte tem uma relação muito próxima com a vida, parece distante, mas esses dois polos estão ligados por um fio. É o mesmo que acontece entre a tragédia e a comédia do teatro grego, dois gêneros teatrais que parecem distantes, mas estão bastante próximos. Então, a morte está definitivamente em função dessa relação próxima/distante. A morte só existe por causa da vida, e a vida só existe por causa da morte. E assim, a partir desses elos opostos, este ciclo se completa.

     Além de tudo isso, há que se pensar no partido da morte, e, se ela tem partido, com certeza é socialista. A morte é socialista, porque todos os seres vivos têm que passar por ela, indiscriminadamente, ricos e pobres, feios e bonitos, brancos e pretos, pardos, amarelos, não há como fugir dessa obrigatória viagem. Esse negócio de que a morte se veste de manto preto e tem uma foice na mão é invenção de Idade Média. Mas, ela pode até não ser socialista, mas sempre anda com uma foice, que é um símbolo muito forte. E a condição de ser preta e usar roupa preta, talvez seja resquícios do racismo estrutural medieval.