Uma nota musical aguda, trata-se do que se
chama popularmente de som fino, mas, na verdade, é uma nota que se refere a um
som com frequência mais alta, na escala musical. Já, a nota que o leigo costuma
dizer que tem um som grosso, são exatamente as notas mais baixas, na escala
musical. O pentagrama ou pauta, que possui um conjunto de cinco linhas
horizontais paralelas e quatro espaços, é o lugar da escrita das notas musicais.
É a base da notação musical, onde as notas são dispostas para representar a
altura e duração do som. E esse sistema musical, que conhecemos hoje, foi
criado no século XI, por um monge italiano, conhecido por Guido d’Arezzo.
Ele usou um hino s São João Batista, como
base para o nome das notas musicais: Ut, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si. Ele é considerado pessoa de fundamental
importância para a notação musical, visto que, deu nome às notas e simplificou
o processo de aprendizado, a partir do solfejo. Por outro lado, alguns
instrumentos, em função de seus timbres, se encaixam num desses dois polos. Por
sua vez, o timbre é a característica que nos permite distinguir um som de
outro: alto ou baixo. Instrumentos altos, possuem sons agudos, visto que suas
ondas sonoras são de alta frequência e vibram intermitentemente, como exemplo:
violino, flauta, clarinete e trompete, já os instrumentos baixos, possuem sons
graves, por isso, eles produzem sons com frequências mais baixas, nessa lista,
estão o contrabaixo, o trombone, a tuba, o fagote, entre outros.
Agudo vem do latim, e tem origem no termo
“acutus”, que significa afiado, porém, também pode ser usada em outros
contextos, como por exemplo, na música, registrando as notas mais altas numa
escala musical. Por outro lado, a palavra grave, também se origina do latim
“gravis”, que significa pesado, cheio, sério, etc. Refere-se também a um som de
baixa frequência, oposto ao som agudo. Portanto, percebe-se que, na música, o
som grave está na parte de baixo, e o som agudo está na parte de cima do pentagrama
musical. Na música, há como ter uma nota aguda, separada de uma nota grave,
como também as duas em uníssono.
Frente a isso, como entender a Síndrome Respiratória
aguda/grave, de que tanto se fala nos noticiários? Bom, segundo os órgãos de
saúde, a síndrome respiratória é considerada aguda, devido ao seu início rápido
e duração relativamente curta, sendo que, a característica “aguda”, refere-se à
evolução rápida da doença, geralmente com sintomas que se manifestam de forma
intensa em curto espaço de tempo. Ao mesmo tempo, que é grave, devido à sua
capacidade de causar uma infecção respiratória severa, levando-se a
dificuldades respiratórias. Vamos tentar entender... na música, as notas agudas
ou altas, possuem uma frequência de vibração maior, enquanto que, as notas
graves ou baixas, possuem uma frequência de vibração menor. Entretanto, o que se
pode concluir é que a síndrome respiratória é aguda/grave, em vista de que, por
um lado, é aguda porque tem duração relativamente curta, é sagaz e pontuda, por
outro lado, é grave, devido à sua capacidade de causar uma infecção,
comprometendo a oxigenação do sangue, com sentimento pesado, gerando baixa
frequência dos batimentos cardíacos.