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quarta-feira, 3 de junho de 2015

CECÍLIA LOBO E O TEATRO NO AMAPÁ


     Cecília Palheta Lobo entrou no teatro quase que por acaso, na época em que a professora Nazaré Trindade trabalhava no SESC e estava montando o espetáculo “A Eleição”. Em função da falta de uma atriz, foi convidada por Nazaré para participar da referida montagem. Leiga e mesmo sem conhecer nada sobre teatro aceitou e passou a ensaiar no galpão do SESC que se localizava na Rua Odilardo Silva.
    Acompanhou a montagem ensaiando todas as noites e participando de todas as apresentações. Foi no teatro, que ela aprendeu a pesquisar, a conviver com os outros, técnicas novas, conversar com a plateia, iluminação, sonoplastia e tudo o que envolve um espetáculo teatral. Trabalhou com atores conhecidos como Raimundo Conceição e Marcio Bacelar. Para ela, o SESC se transformou na grande oportunidade que a fez descobrir esse lado artístico e teatral.
     Num determinado momento de sua carreira, Cecília Lobo percebeu que realmente havia se encaixado dentro do teatro, quando num dos espetáculos a plateia a aplaudia de pé, como também em função da sua criatividade os próprios colegas de trabalho a parabenizavam por sua desenvoltura e construção da personagem.
     Depois da peça “A Eleição” montou o espetáculo chamado “Matinta Pereira”, quando interpretou o papel de uma vovó contadora de histórias. Contava as histórias de Matinta Pereira que era protetora da natureza. Depois de ter passado por essas duas peças, Cecília Lobo apaixonou-se pelo que fazia e encarou o teatro com profissionalismo realizando vários outros trabalhos no Estado do Amapá. Organizou-se com um pequeno grupo de atrizes como: Richene Amim, Sol Pelaes, Andréia e Roberta. Com esse grupo montou várias esquetes como também fez teatro de rua. O Macapá Verão foi um dos locais que o grupo mais se apresentou.
     Um momento crucial de decisão na vida de Cecília Lobo foi quando a professora Nazaré Trindade deixou o SESC para assumir a Coordenação do Curso de Educação Artística na Universidade Federal do Amapá. Em função disso, Paulo Rodrigues convidou a Cecília Lobo para assumir a vaga de Técnica em Teatro do SESC, deixada por Nazaré Trindade.
     Com apoio do SESC Cecília viajou por vários centros do Brasil, como Rio de Janeiro e São Paulo, participando de cursos e oficinas de teatro, o que em muito a ajudou a desenvolver seu trabalho no SESC como também na produção cultural. Com esse aprendizado, passou a repassar esses conhecimentos e a ministrar oficinas no próprio SESC.
     Após sua saída do SESC e com a carga de conhecimento que havia adquirido lá, passou a se dedicar à produção cultural. Por um período chegou a dirigir a peça “Bar Caboclo”. Dirigiu a peça “Castelo Misterioso” com a participação das atrizes Richene Amim, Andréia e Sol Pelaes. Espetáculo que enfocava a questão da higiene e ambiental. Durante a década de 1990, o grupo viajou por vários municípios do Amapá.
     Foi no período em que era diretora da peça “Bar Caboclo”, que conseguiu pela primeira vez, lotar o Teatro das Bacabeiras, feito que nenhum outro grupo tinha conquistado até aquela data. Época em que o grupo apresentava duas sessões. Nesse primeiro momento, o espetáculo tinha como base especificamente a pesquisa sobre o antigo bar que existira em Macapá.
     As peças “Bar Caboclo” e “Castelo Misterioso” participaram de várias turnês pelo interior do Estado, dentro do “Projeto Pé na Estrada”. Depois dessa fase, Cecília Lobo ingressa numa universidade para realizar seu curso superior. A partir dai passou a se dedicar à educação enveredando para um trabalho com teatro de bonecos.
     Participou dos seguintes espetáculos, como atriz: “A Eleição - 1986”, “Matinta Pereira - 1986”, “O Rapto das Cebolinhas – 1987”, “Estatuto da Criança – 1989”, “O Natal do Comerciário – 1989”; “O Auto do Menestrel – 2007”, “Retratos de Uma Atriz – 2008 a 2010”, “O Sonho de Doroty – 2010 e 2011”, “Compadre da Morte e Amigo do Diabo – 2010 e 2011”, “As Aventuras de Soneca e Nheco – 2009 a 2001”, e “Ai, Meu Dentinho”. Como diretora: “Palco, Sonho e Fantasia – 1989”, “Castelinho Misterioso – 1991 a 1999”, “Lei é Lei Está Acabado – 1991 e 1992”, “Aniversário do Lobo – 1993 a 1995”, “Bar Caboclo – 1992 a 2000”, “O Casamento – 2001”, “O Mundo de Alan – 2008”, “Dona Baratinha Na Ilha das Flores – 2007 a 2011”, “Auto de Natal, Jesus – 2009 a 2011”, entre outros.

     Cecília Lobo é formada em Letras pela Universidade Federal do Amapá; é Pós-Graduada em Educação e atualmente é professora de ensino fundamental e médio no Estado do Amapá. 

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