Desde quando ingressei na universidade, no
ano de 1980, com o objetivo de realizar o antigo curso de Educação Artística,
comecei a me envolver com a produção cultural e especificamente ao teatro na
capital da Paraíba. Isso aconteceu, em função dos espetáculos que eu já havia montado
na cidade do interior. O movimento teatral era muito intenso na década de 1980,
na capital da Paraíba. Foi nesse período que, sem nenhuma intenção, passei a
escrever sobre os espetáculos que estavam em cartaz, nas três principais casas
de espetáculos da cidade de João Pessoa. Num determinado, momento resolvi
socializar meus escritos com os diretores desses espetáculos, passando o
material escrito para que eles repassassem e pudessem discutir com os demais
atores de cada grupo teatral. Época em que tudo era digitado em máquina de
escrever.
Essa corrente foi crescendo ao ponto em
que vários diretores me convidavam para assistir aos seus espetáculos teatrais,
na perspectiva de que eu escrevesse sobre cada montagem. E assim o fiz! Depois
de certo tempo, em momentos esporádicos, eu já conseguia publicar alguns
artigos meus, e isso aconteceu nos principais jornais diários da Paraíba,
naquela década, como: Jornal O Norte, Jornal A União e Jornal o Correio da
Paraíba. Isso foi formando um grupo de leitores e pessoas que apreciavam meus
artigos. E foi assim, que certo dia, um desses diretores de teatro, que também
era meu professor na universidade, me colocou uma proposta um tanto
irrecusável. Ele estava devolvendo sua coluna semanal, e na ocasião me ofereceu
para que eu pudesse mantê-la no semanário. E foi dessa forma, que iniciei a
minha primeira coluna no Jornal O Combate, que era um hebdomadário.
Passei alguns anos escrevendo e mantendo
essa minha primeira coluna naquele jornal. Quando passei a residir em Macapá, inicialmente
comecei a escrever para o Jornal do Dia, como também, Jornal Diário do Amapá, e
ainda, Jornal O Liberal. Mas preferi ficar no Jornal A Gazeta, no qual, passei
a escrever sequencialmente há 22 anos, ou seja, desde o ano de 2004. Gosto de
escrever artigos dos mais variados temas, mas me detenho a escrever
principalmente sobre a arte em geral e sobre o teatro em particular. Nesses
últimos 22 anos esses artigos já me renderam dois livros: Artes Cênicas no
Amapá – Teoria, Textos e Palcos; e Arque com Arte – Arque com Arte, Cultura,
Arte e Educação no Amapá.
Na sala de aula, busco incentivar meus alunos
em relação à escrita. Mas, uma questão fundamental para quem deseja escrever, é
a leitura constante e presistente. A
leitura é o principal pré-requisito para quem deseja escrever. Sendo que, essas
duas atitudes estão intrinsecamente relacionadas. Comecei a escrever poesias
aos 15 anos de idade. Li autores clássicos como: José de Alencar, Guimarães
Rosa, Menotti del Picchia, Graça Aranha, Eça de Queiroz, José Lins do Rego,
Aluísio Azevedo, Augusto dos Anjos, Fernando Pessoa, entre outros. Atenção: viver
sem ler é perigoso, te obriga a crer no que te dizem. Segundo Einstein, tudo
aquilo que o homem ignora, não existe para ele. Por isso, o universo de cada
um, se resume no tamanho do seu saber.
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