Na última quarta-feira, dia 04 de
fevereiro, a cidade de Macapá completou seus 268 anos com muitas festividades
que aconteceram no seu aniversário. Quando aqui cheguei em novembro de 1994 a
cidade tinha apenas 236 anos. Coloquei os pés nessas terras para me submeter a
concurso público na Universidade Federal do Amapá. Com a Universidade recém
fundada, participei do seu segundo concurso público para professor do
magistério superior. Era uma cidade horizontal, com faixa de trezentos mil
habitantes e com a maioria de suas casas de madeira. Condição que chamou
extremamente minha atenção.
Nada conhecia sobre este recanto de
Brasil, tudo era novo, eu ainda não tinha nenhuma referência sobre este espaço
geográfico. Trabalhava em Belém, no Núcleo Pedagógico Integrado da UFPA, mas
desejava ir mais longe. Cheguei aqui com a cara e a coragem de um nordestino
desbravador e passei a ser pioneiro em relação aos estudos e pesquisas na área
das artes cênicas. Iniciei as primeiras pesquisas científicas sobre o Teatro do
Amapá e continuo estudando e pesquisando este mesmo tema.
Aos poucos, fui enamorando esta pequena
cidade, que paulatinamente foi me conquistando com o passar dos anos. Hoje
tenho muito orgulho de Macapá. De todo o processo que acompanhei ao ver esta
cidade crescer, juntamente com o desenvolvimento da própria Universidade
Federal do Amapá, que, há trinta e um dois anos, se tornou minha casa, meu
ninho, meu aconchego.
Macapá está de Parabéns nesses seus 268
anos. É verdade que há muito o que se comemorar. Nessas três últimas décadas, a
cidade cresceu em todos os sentidos: alargamento de avenidas, criação de
museus, asfaltamento, iluminação pública, entre outros fatores. O centro da
cidade, por exemplo, ficou completamente revitalizado com a Fortaleza de São
José de Macapá, onde todo o espaço urbano do centro da cidade foi se
transformando num complexo turístico deveras importante. A recuperação do
entorno do canal da Mendonça Júnior, a Rodovia Duca Serra que virou uma grande
avenida.
Muitos espaços que vem sendo construídos e
definidos ao longo dos anos, como a Rua Tancredo Neves, com seu Parque Lineaer,
que transformou a entrada da cidade, de quem vem do interior ou da Guiana
Francesa. Tiro o chapéu para esta bela avenida ampla, arborizada, com
ciclovias, sinalização e passarelas para pedestres, que envolve vários bairros
da zona norte. Espaço urbano que há 30 anos havia apenas uma pequena via e
alguns bairros como, Jardim da Felicidade e Boné Azul. Macapá é uma cidade
tranquila, me sinto bem neste recanto do Brasil. Aqui que me realizei
profissionalmente e venho fazendo minha parte. Este ano de 2026, estarei
lançando mais uma obra para contribuir com esta cidade e este Estado que me
acolheu de braços abertos. A obra intitula-se “História do Teatro do Amapá – De
1950 aos Dias Atuais”.
Macapá foi me envolvendo, aos poucos, e
também fui me amalgamando a esta pequena cidade joia da Amazônia. Morar neste
lugar é ter o prazer de todos os dias ter a chance de apreciar esta bela
paisagem que se encontra de braços abertos para todos, que é o rio Amazonas.
Particularmente, este rio me encanta. Sou grato por estar em Macapá e ela estar
em mim, por osmose se deu nossa relação, eu e a cidade, a cidade e eu.