Localizada em Macapá, todos conhecem a
famosa rua Jovino Dinoá, extensa artéria que corta diversos bairros do centro
da cidade. Importante via com mão única, que tem seu início no bairro do Araxá,
na zona sul, e se estende até a Av. Piauí, no bairro do Pacoval, com placas
sinalizadas com velocidade máxima de 60 km/h. Rua muito utilizada por moradores
da zona sul, para quem segue em direção à FAB.
Jovino de Albuquerque Dinoá nasceu em 10
de setembro de 1883, na cidade de Cabaceiras – Paraíba, hoje conhecida como a Roliúde
Nordestina, visto que vários filmes já foram gravados naquela cidade, inclusive
o Auto da compadecida, de Ariano Suassuna.
Ele era filho do casal, Jovino Limeira Dinoá e Ângela Leopoldina de
Albuquerque Dinoá. Seu pai, nasceu em 25 de janeiro de 1838, também na cidade
de Cabaceiras, e é considerado o primeiro prefeito da antiga cidade de João
Pessoa, quando foi nomeado para esta função, pelo então, presidente do estado,
Álvaro Lopes Machado, ato publicado no Jornal A União, do dia 14 de fevereiro
de 1896. Em sua gestão, foram implantados os primeiros bondes de tração animal,
na cidade de João Pessoa – Paraíba. Inclusive, Jovino Limeira Dinoá, seu pai,
faleceu em Macapá, quando de visita a seu filho, em 30 de agosto de 1910, com
72 anos.
Seu filho, Jovino de Albuquerque Dinoá, mudou-se
para o extremo norte do Brasil, e em 1899, já era funcionário dos Correios de
Belém do Pará. Era Casado com Joana Pantoja Dinoá, de tradicional família do
Pará. Em função de publicação no Jornal Diário da União, de 18 de julho de
1912, transferiu-se para Macapá, que na época pertencia ao estado do Pará, para
exercer a função de Coletor das Rendas Federais em Macapá. Cargo que exerceu
até dezembro de 1936, quando se aposentou, por decreto publicado no Diário
Oficial de 10 de dezembro de 1936.
Jovino Dinoá, deixou seu legado e grande
contribuição para a sociedade amapaense; foi Tenente-Coronel da Guarda
Nacional, como professor e intelectual exerceu atividades de ensino, teve papel
fundamental na comunicação da região. Em parceria com Padre Júlio Maria
Lombaerd, em 1915, fundou o jornal “O Correio de Macapá”, que é considerado o
segundo jornal mais antigo da região, no qual, discutia assuntos relacionado à
história de Macapá e à sociedade amapaense. Figura muito ativa na sociedade do
início do século XX, em 1911, esteve envolvido em processos judiciais com o
comerciante Leão Zagury.
Coronel Jovino de Albuquerque Dinoá foi
ilustre personagem histórico das terras tucujus, foi ele quem integrou em 1934,
a comissão organizadora do primeiro Círio de Nazaré de Macapá. Ele sempre será lembrado como um dos intelectuais e "filhos da
terra" que contribuíram para a identidade e história de Macapá. Seu legado está por aí, em vários recantos de nossa
cidade. Seus préstimos estão presentes em nossos dias, a partir dessa grande
homenagem que é a rua Jovino Dinoá.
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