Contatos

palhanojp@gmail.com - palhano@unifap.br

terça-feira, 24 de março de 2020

DIA INTERNACIONAL DO TEATRO




     Próxima sexta-feira (27), será comemorado o dia internacional do teatro.  E aqui observo os dois principais textos que surgiram na Grécia Clássica: Tragédia e Comédia. A tragédia tinha como principais características o terror e a piedade que despertava no público. Era constituída de cinco atos e voltava-se para o resgate da mitologia grega, com seus deuses, heróis e feitos. A comédia era dividida em duas partes com um intervalo. Tratava dos homens comuns e de sua vida cotidiana. A comédia representava o vício, enquanto a tragédia, a virtude.   
          Os três grandes trágicos gregos foram: Ésquilo, Sófocles e Eurípedes. Théspis foi o criador do teatro ambulante, o qual conhecemos hoje como teatro mambembe, mas infelizmente todos os seus textos se perderam. Também foi ele quem inventou as máscaras. Representava seus papéis trágicos, inicialmente pintando o rosto com matéria prima da época, depois cobrindo o rosto com folhas de árvores, em seguida introduziu o uso de verdadeiras máscaras.
     Chegou um momento em que o Estado tomou para si a organização do teatro na antiga Grécia, quando instituiu concursos entre os poetas trágicos -  mais conhecidos atualmente como dramaturgos. Isto veio a acontecer principalmente, a partir do tirano Pisístrato que governou Atenas por 19 anos consecutivos até sua morte em 527 a.C., por causa natural.   Durante seu governo instituiu novos festivais como as Grandes e as Pequenas Dionísias. Nesse ínterim, por volta de 534 a.C., as Grandes Dionísias passaram a incluir na sua programação um concurso de tragédias. As Grandes Dionisíacas ou Dionisíacas Urbanas se transformaram no ponto culminante e festivo da vida religiosa, intelectual e artística da cidade estado de Atenas. Os referidos festivais duravam seis dias consecutivos.
     O sentido fundamental dessas comemorações não objetivava somente divertir a população, mas por outro lado, servia também como um meio de propaganda ideológica, visto que na época, segundo Arnold Hauser, em seu livro História Social da Literatura e da Arte, “os tiranos empregam a arte não só como meio de adquirir glória e como instrumento de propaganda, mas também como ópio para aturdir seus súditos”, em consequência, o povo imediatamente acolheu essa forma artística que se disseminou e se tornou milenar no momento atual da história do homem.
     Em função dessas atividades teatrais persistirem até nossos dias, foi que em 1961, o Instituto Internacional do Teatro da UNESCO, órgão das Nações Unida, voltado para a educação, ciência e cultura, resolveram criar uma data dedicada às atividades culturais ligadas à representação, durante o seu IX Congresso Mundial, em Viena, Áustria. Portanto, em função da inauguração do Teatro das Nações, em Paris, França, em 27 de março de 1962, tem sido celebrado o Dia Internacional do Teatro. A data 27 de março, assinala também a inauguração das temporadas internacionais no referido teatro.


DIONÍSIO E O TEATRO




     Etimologicamente o termo teatro deriva do latim theatrum e do grego theatron, que dá ao vocábulo o sentido de miradouro, praticamente, lugar de onde se vê, lugar para olhar, detheasthai, “olhar”, mais – tron, sufixo que denota “lugar”. Entendendo-se dessa maneira, que o sentido primitivo da palavra “teatro”, estava relacionado estritamente com a ideia da visão. Esse verbete, que significava o prédio onde são realizados espetáculos, posteriormente se tornou mais amplo e a ter maior alcance, com vários sentidos conotativos, designando peças, produção, preparação de uma peça teatral em geral, entre outros.
     Esse teatro do qual conhecemos na atualidade, originou-se basicamente de três festividades: a) dos mistérios de Delos; b) da louvação às divindades Quintelanas – Elêusis, Demótes e Proserpina; e c) do culto ao Deus Dionísio. Sendo que esta última versão se considera como a mais provável, segundo estudos históricos e antropológicos já realizados.
     Sabe-se que uma vez ao ano, justamente por ocasião das vindimas (colheita de uvas), prestava-se homenagem ao Deus Dionísio; Deus da uva e do vinho; da embriaguez e da fertilidade. Geralmente, nesses cultos sacrificava-se um animal, mais praticamente um bode que, por sua vez, significa tragos em grego, de onde surge etimologicamente a palavra tragédia.
     Comumente ao som de música de flautas, as bacantes dançavam em honra ao Deus Dionísio, juntando-se aos sátiros, também dançarinos, que vestidos à caráter, imitavam bodes, que, para a cultura grega desse período significavam os companheiros do Deus. Depois de algumas horas, já embriagados, entregava-se com entusiasmo a esse frenesi, esse culto, a esse verdadeiro espetáculo. Nessas condições, o teatro tem, notadamente, origem religiosa e campestre.
     Com o passar do tempo, o próximo passo foi a organização de procissões, que se tornaram muito mais religiosas do que profanas. Essas procissões tinham caráter comum, onde todos os celebrantes se juntavam tendo à frente jovens que cantavam um hino improvisado, chamado “ditirambo”. E assim, giravam em torno do altar do Deus, agradecendo pela colheita da uva e pelo sexo, que significava a fertilidade da vida. Em seguida o coro separou-se do recitador e nesse momento crucial da história do teatro, havia nascido o primeiro ator. Contudo, na procissão já se podia constatar três artes: primeiramente, o canto, depois a dança e em terceiro a atuação e representação. Nesse caso, à frente vinha o corifeu – de onde surge a palavra coro – vestido com pele de bode, e todo o resto do grupo respondia ao ditirambo, atuando como um verdadeiro balé litúrgico, numa fusão do trágico e do cômico.

sexta-feira, 13 de março de 2020

O TEATRO E SUA ORIGEM



     Em função de que no mês de março se comemora o dia internacional do teatro, durante este mês, dedicarei esta coluna a esta arte milenar. Do ponto de vista histórico e com os elementos que conhecemos na atualidade, poderíamos afirmar que o teatro surgiu na Grécia Clássica, embora pesquisas recentes venham demonstrar que muito antes, os egípcios, os indianos e os chineses já o praticavam. Portanto, não se pode negar que a cultura oriental é muito sedimentada, mas, embora o oriente praticasse teatro antes dos gregos, essa prática acontecia primitivamente em forma de rituais religiosos.
     Aqui poderíamos fazer a seguinte indagação: porque ao longo dos anos, os ritos dramáticos religiosos desses povos que antecederam os gregos, durante centenas de anos, não conseguiram avançar, se hibridizar, se reconstruir e se transformar em novas manifestações culturais? Como se pode perceber, a grande maioria desses povos antigos era regida por impérios, cujos imperadores representavam a justiça e os deuses aqui na terra. Cada imperador era onipotente e onipresente e impunham suas leis que eram absolutas e indestrutíveis.
     O Egito com seus faraós é um grande exemplo disso. O povo egípcio seguia cegamente essas leis, e por vários séculos não se insurgiam em relação a elas.  Aceitou essas leis impostas pelo faraó, que ao mesmo tempo era o juiz e o sacerdote de deus. Em seu livro História Mundial do Teatro, Margot Berthold, afirma que: “Esse paciente apego à tradição sufocou as sementes do drama”. A questão é que esses reinos antigos, não abriram espaço para o desenvolvimento de um individuo livre, pensante e que tivesse direta participação na vida da comunidade.
     Este fato era impensável para aqueles que reinavam e dominavam seu povo, e se algum cidadão tentasse participar ou opinar contrariamente ao pensamento do rei, seria automaticamente morto por centenas de flechas, pela elite dos arqueiros fiéis ao rei. De acordo com Margot Berthold: “Faltava ao egípcio o impulso da rebelião; não conhecia o conflito entre a vontade do homem e a vontade dos deuses, de onde brota a semente do drama”. 
     Para que o teatro obtivesse novo impulso nessas antigas manifestações religiosas, faltou, estritamente, o que aconteceu na sociedade grega: a democracia. Nesse novo regime, o cidadão teve direito a voz, além do que possuía a abertura de um confronto pessoal com o Estado de direito.
     É notório que a Grécia antiga tenha herdado esses rituais, entretanto não podemos negar que foi justamente nesse país que os primitivos rituais foram, ao longo dos anos, se transformando, tomando novas formas como festividades e atividades culturais até determinar os cultos teatrais como forma de representação e arte, à qual conhecemos hoje.


domingo, 1 de março de 2020

CARNAVAL E COMMEDIA DELL’ARTE



    
      A Commedia dell’Arte surgiu na Itália no século XVI, foi um movimento em contraposição à commedia erudita, que era um teatro literário culto. Ao contrário dos grupos acadêmicos, foram os primeiros atores profissionais. Teve sua origem nos mimos ambulantes, nos prestidigitadores e improvisadores. Também houve influência do carnaval. Eram companhias de cunho familiar que viajavam por toda a Europa.  
     Todos conhecem ou já ouviram músicas de carnaval que trazem os personagens da commedia dell’Arte, como a música “Máscara Negra”, “Quanto riso, oh, quanta alegria! /Mais de mil palhaços no salão/Arlequim está chorando/ Pelo amor da Colombina/ No meio da multidão”. Todos aqui citados, na verdade, são personagens da Commedia dell’Arte, como veremos a seguir.
     Arlecchino – também conhecido como Arlequim, na verdade é um palhaço, acróbata, personagem amoral e glutão. Apresenta-se com roupa branca e preta com estampa em forma de losangos.  Sua máscara possui uma testa baixa com uma verruga. É o servo do Pantalone, mas se faz de idiota. É apaixonado pela Colombina.
     Columbina – Colombina. É a principal personagem feminina que contracena com Arlequim. É inteligente e habilidosa. Vez por outra, usa roupas semelhantes à de Arlequim. Pantalone, conhecido como Pantaleão, é um personagem muito rico e avarento. Um verdadeiro mão de vaca. É um tio patinhas, só pensa em dinheiro, um capitalista. Apresenta-se com cavanhaque branco e manto negro sobre casaco vermelho.
     Pulcinella – também conhecido como “Punch”, até hoje é um personagem muito popular na Itália. Fala pouco e comunica-se através de sinais e sons estranhos. Apresenta-se como tolo ou enganador. Possui voz estridente com máscara com nariz grande e curvo, semelhante ao bico de papagaio.
     Dottore – é o Doutor. Homem com impressão de intelectual. Pedante, avarento e com muitas frustações em relação às mulheres. Apresenta-se com toga preta com gola branca, capuz preto, apertado sob um chapéu preto com as abas largas, viradas para cima. Pedrolino - mais conhecido como Pierrot (Pedro). Personagem forte, confiável e honesto. Charmoso e carismático. Apresenta-se com roupas brancas folgadas com um lenço no pescoço.
     Il Capitano – Capitão - Geralmente usa uniforme militar e apresenta-se forte e imponente. Tipo pescador, conta vantagens como guerreiro e conquistador, mas acaba desmentido. Capa e espada são adereços obrigatórios. Os Innamorati – Namorados, amantes. São jovens, virtuosos e apaixonados como Romeu e Julieta. Não usam máscaras, mas usam roupas bonitas e na moda. Cantam, dançam e recitam poemas. Embora existam outros, estes são os principais personagens da Commedia dell’Arte.


terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

ORIGEM DO CARNAVAL



         O carnaval parece ser algo corriqueiro, simples e que faz parte da cultura tradicional. É verdade, mas essas manifestações remontam a antiguidade, apesar de que atualmente é uma festa popular realizada em diferentes latitudes. Ela ainda está muito relacionada com o catolicismo, visto que sempre acontece antes da quaresma. Apesar de não ter sido desenvolvido no Brasil, o carnaval é uma das festividades mais difundidas e comemoradas em nosso país.
     Deriva do latim, carnis levale, que significa “retirar a carne”, e é por isso que tradicionalmente as pessoas se acostumaram com essa milenar cultura popular, de na semana santa abolir a carne e se alimentar apenas de peixe, em respeito à quaresma que é um período de 40 dias antes da páscoa e caracterizada pelo jejum. A quaresma foi criada na Alta Idade Média, pelo catolicismo. Entretanto, o carnaval se tornou um momento para que o povo pudesse cometer excessos antes do período sagrado da semana santa.
     Mas, mesmo antes do surgimento do cristianismo, em sociedades antigas já havia manifestações semelhantes. Na Babilônia as Sacéias eram festividades em que um prisioneiro assumia, por um período, o papel do rei. Em março, na comemoração do ano novo na Mesopotâmia, acontecia ao contrário, era o rei quem se rebaixava ao deus Marduk, para o qual perdia seus poderes. A festa se dava próximo ao equinócio da primavera.
     Na antiguidade Grega e Romana, também se comemoravam e se realizavam festividades que deram origem ao nosso carnaval. Na Grécia, as dionisíacas que eram verdadeiros bacanais dedicados à Dionísio, deus da uva, do vinho e da fertilidade. Essas manifestações eram regadas de muito vinho. Já em Roma, havia as Saturnálias e as Lupercálias. A Saturnália acontecia em dezembro, no solstício de inverno, enquanto que a Lupercália, no mês de fevereiro.
     Desde os carnavais da Idade Média, que muitas vezes aconteciam para comemorarem a boa colheita dos grãos, que os homens jovens se fantasiavam de mulheres e saíam pelas ruas das cidades. Já no Renascimento, vai surgir uma das mais esplendorosas classes artísticas de teatro de rua que foi a commedia del’arte, um teatro improvisado que se apresentava nas ruas como verdadeiro carnaval.
     Portanto, presume-se que o carnaval está estritamente ligado com a cultura pagã da antiguidade, e desde a Idade Média, com a religião católica. Por outro lado, tem relação muito forte com a questão da inversão dos papéis sociais, visto que era comum nessas manifestações, os escravos assumirem o papel dos reis, como também dos reis se tornarem escravos, mesmo que fosse pelo pequeno espaço de tempo dessas atividades culturais. Também são momentos em que as pessoas se entregam aos prazeres mundanos. Isto significa dentro da sociedade, uma grande revolução popular, nos termos de trocar a ordem em que se acham quaisquer elementos de determinada sociedade.
    

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

CIÊNCIA E ESTADO



         Desde os sumérios que o rei se tornou um governante com a máxima autoridade sobre seu povo. Por muito tempo, o rei foi o representante da justiça, da religião, da moral, da legalidade, além de se tornar o representante de Deus na terra. Ao mesmo tempo que era rei, também tinha a última palavra em decisões extremas ou de difícil resolução. Lembre-se bem da sentença do rei Salomão, em relação às duas mulheres que se diziam mãe da mesma criança. A última palavra e o julgo final, foi dele. 
     Até o Renascimento, quem decidia os caminhos da humanidade, além dos reis, era principalmente, a religião. Detentora do poder religioso, político e moral, a igreja determinava seu ideário político a partir da religião e da força, como aconteceu com a caça às bruxas e notadamente a fogueira da inquisição. Nesse período a igreja incentivou e criou grandes exércitos, como por exemplo, os templários e as cruzadas.
     O Renascimento Cultural dos séculos XIV, XV e XVI, surgiu como um fenômeno fundamental de ruptura com a Idade Média. Nesse período, coincidentemente, surge a ciência. Enquanto a Idade Média foi caracterizada pelo tradicionalismo, por outro lado, o Renascimento representou uma revolução pautada no racionalismo, assim, mudando a forma de ver o mundo e a mentalidade das pessoas.
     E o que é a ciência? Ciência deriva do latim “scientia”, que significa conhecimento, saber, conhecer. A ciência resume-se num corpo de conhecimentos sistematizados a partir de uma pesquisa aprofundada, adquiridos pela observação, identificação e explicação de determinadas categorias de fenômenos e fatos, formulados metódica e racionalmente. Contribuíram para o surgimento da ciência, artistas e cientistas, de Nicolau Copérnico a Leonardo Da Vinci.
     Um dos cientistas mais perseguidos no Renascimento foi Galileu Galilei. Ele foi físico, matemático, astrônomo e filósofo. Foi a principal personalidade na revolução científica daquela época. Defendeu que o sol era o centro do sistema solar, Era uma época em que a igreja controlava a ciência e sustentava visão oposta. E foi por isso que ele foi perseguido em função de suas ideias revolucionárias que confrontavam o pode da igreja.
     É importante saber que o papel do cientista é ir em busca da verdade, descobrir vacinas entres outras atividades. O papel dele na sociedade é deter o conhecimento e informar suas descobertas, ao Estado de Direito e à sociedade, visto que ele não é o poder legislativo nem executivo para realizar decisões sociais altamente complexas e onerosas. Podemos relacionar o reflexo de determinadas ideologias, como aconteceu no Renascimento, com Galileu Galilei, da mesma forma ao que aconteceu no século XXI com a atitude tomada pelo Estado Chinês, em relação ao médico Li Wenliang, que alertou em dezembro passado sobre o perigo do coronavírus. Como Galileu, Li Wenliang foi completamente ignorado pelo Estado, e da mesma forma que que aconteceu com Galileu, Wenliang foi obrigado a se desculpar em público, inclusive assinando documento, corroborando com seu erro. Tudo isso, imposto por um sistema ideológico e dominante.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

PARABÉNS MACAPÁ


          Cheguei à cidade de Macapá em novembro de 1994 para me submeter a concurso público na Universidade Federal do Amapá. Com a Universidade recém fundada, participei do seu segundo concurso público para professor do magistério superior. Era uma cidade horizontal, com faixa de trezentos mil habitantes e com a maioria de suas casas de madeira. Condições que chamaram extremamente minha atenção.     
     Nada conhecia sobre este recanto de Brasil, tudo era novo, eu ainda não tinha nenhuma referência sobre aquele espaço geográfico. Trabalhava em Belém, no Núcleo Integrado da UFPA, mas desejava ir mais longe. Cheguei aqui com a cara e a coragem de um nordestino desbravador e passei a ser pioneiro em relação aos estudos e pesquisas na área das artes cênicas.
     Aos poucos, fui enamorando esta pequena cidade, que paulatinamente foi me conquistando com o passar dos anos. Hoje tenho muito orgulho de Macapá. De todo o processo que acompanhei ao ver esta cidade crescer, juntamente com o desenvolvimento da própria Universidade Federal do Amapá, minha casa, meu ninho, há vinte e cinco anos.
     Macapá está de Parabéns nesses seus 262 anos. É verdade que há muito o que se comemorar. Nessas duas últimas décadas a cidade, cresceu em todos os sentidos: alargamento de avenidas, criação de museus, entre outros fatores. O centro da cidade, por exemplo, ficou completamente revitalizado com a Fortaleza de São José de Macapá, onde todo o espaço urbano do centro da cidade se transformando num complexo turístico deveras importante.
     Muitos espaços que vem sendo construídos e definidos ao longo dos anos como a grande avenida que transformou a entrada da cidade, de quem vem do interior ou da Guiana Francesa. Tiro o chapéu para esta bela avenida ampla, arborizada, com ciclovias, sinalização e passarelas para pedestres, que envolve vários bairros da zona norte. Espaço urbano que há 25 anos atrás havia uma pequena via e apenas alguns bairros como Jardim da Felicidade e Boné Azul.
     Macapá foi me envolvendo, aos poucos, e também fui me amalgamando a esta pequena cidade joia da Amazônia. Morar neste lugar é ter o prazer de todos os dias ter a chance de apreciar esta bela paisagem que se encontra de braços abertos para todos, que é o rio Amazonas. Particularmente, este rio me encanta. Sou grato por estar em Macapá e ela estar em mim, por osmose se deu nossa relação, eu e a cidade, a cidade e eu.  
     Macapá é uma cidade tranquila, sou grato em estar neste recanto do Brasil. Aqui que me realizei profissionalmente e venho fazendo minha parte. Este ano de 2020, estarei lançando mais uma obra para contribuir com esta cidade e este Estado que me acolheu em seus braços. A obra intitula-se “História do Teatro do Amapá -  Do Século XVIII à Década de 1940”. Tenho a honra de hoje ser cidadão macapaense. Parabéns Macapá. Parabéns Macapá.