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terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

CIÊNCIA E ESTADO



         Desde os sumérios que o rei se tornou um governante com a máxima autoridade sobre seu povo. Por muito tempo, o rei foi o representante da justiça, da religião, da moral, da legalidade, além de se tornar o representante de Deus na terra. Ao mesmo tempo que era rei, também tinha a última palavra em decisões extremas ou de difícil resolução. Lembre-se bem da sentença do rei Salomão, em relação às duas mulheres que se diziam mãe da mesma criança. A última palavra e o julgo final, foi dele. 
     Até o Renascimento, quem decidia os caminhos da humanidade, além dos reis, era principalmente, a religião. Detentora do poder religioso, político e moral, a igreja determinava seu ideário político a partir da religião e da força, como aconteceu com a caça às bruxas e notadamente a fogueira da inquisição. Nesse período a igreja incentivou e criou grandes exércitos, como por exemplo, os templários e as cruzadas.
     O Renascimento Cultural dos séculos XIV, XV e XVI, surgiu como um fenômeno fundamental de ruptura com a Idade Média. Nesse período, coincidentemente, surge a ciência. Enquanto a Idade Média foi caracterizada pelo tradicionalismo, por outro lado, o Renascimento representou uma revolução pautada no racionalismo, assim, mudando a forma de ver o mundo e a mentalidade das pessoas.
     E o que é a ciência? Ciência deriva do latim “scientia”, que significa conhecimento, saber, conhecer. A ciência resume-se num corpo de conhecimentos sistematizados a partir de uma pesquisa aprofundada, adquiridos pela observação, identificação e explicação de determinadas categorias de fenômenos e fatos, formulados metódica e racionalmente. Contribuíram para o surgimento da ciência, artistas e cientistas, de Nicolau Copérnico a Leonardo Da Vinci.
     Um dos cientistas mais perseguidos no Renascimento foi Galileu Galilei. Ele foi físico, matemático, astrônomo e filósofo. Foi a principal personalidade na revolução científica daquela época. Defendeu que o sol era o centro do sistema solar, Era uma época em que a igreja controlava a ciência e sustentava visão oposta. E foi por isso que ele foi perseguido em função de suas ideias revolucionárias que confrontavam o pode da igreja.
     É importante saber que o papel do cientista é ir em busca da verdade, descobrir vacinas entres outras atividades. O papel dele na sociedade é deter o conhecimento e informar suas descobertas, ao Estado de Direito e à sociedade, visto que ele não é o poder legislativo nem executivo para realizar decisões sociais altamente complexas e onerosas. Podemos relacionar o reflexo de determinadas ideologias, como aconteceu no Renascimento, com Galileu Galilei, da mesma forma ao que aconteceu no século XXI com a atitude tomada pelo Estado Chinês, em relação ao médico Li Wenliang, que alertou em dezembro passado sobre o perigo do coronavírus. Como Galileu, Li Wenliang foi completamente ignorado pelo Estado, e da mesma forma que que aconteceu com Galileu, Wenliang foi obrigado a se desculpar em público, inclusive assinando documento, corroborando com seu erro. Tudo isso, imposto por um sistema ideológico e dominante.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

PARABÉNS MACAPÁ


          Cheguei à cidade de Macapá em novembro de 1994 para me submeter a concurso público na Universidade Federal do Amapá. Com a Universidade recém fundada, participei do seu segundo concurso público para professor do magistério superior. Era uma cidade horizontal, com faixa de trezentos mil habitantes e com a maioria de suas casas de madeira. Condições que chamaram extremamente minha atenção.     
     Nada conhecia sobre este recanto de Brasil, tudo era novo, eu ainda não tinha nenhuma referência sobre aquele espaço geográfico. Trabalhava em Belém, no Núcleo Integrado da UFPA, mas desejava ir mais longe. Cheguei aqui com a cara e a coragem de um nordestino desbravador e passei a ser pioneiro em relação aos estudos e pesquisas na área das artes cênicas.
     Aos poucos, fui enamorando esta pequena cidade, que paulatinamente foi me conquistando com o passar dos anos. Hoje tenho muito orgulho de Macapá. De todo o processo que acompanhei ao ver esta cidade crescer, juntamente com o desenvolvimento da própria Universidade Federal do Amapá, minha casa, meu ninho, há vinte e cinco anos.
     Macapá está de Parabéns nesses seus 262 anos. É verdade que há muito o que se comemorar. Nessas duas últimas décadas a cidade, cresceu em todos os sentidos: alargamento de avenidas, criação de museus, entre outros fatores. O centro da cidade, por exemplo, ficou completamente revitalizado com a Fortaleza de São José de Macapá, onde todo o espaço urbano do centro da cidade se transformando num complexo turístico deveras importante.
     Muitos espaços que vem sendo construídos e definidos ao longo dos anos como a grande avenida que transformou a entrada da cidade, de quem vem do interior ou da Guiana Francesa. Tiro o chapéu para esta bela avenida ampla, arborizada, com ciclovias, sinalização e passarelas para pedestres, que envolve vários bairros da zona norte. Espaço urbano que há 25 anos atrás havia uma pequena via e apenas alguns bairros como Jardim da Felicidade e Boné Azul.
     Macapá foi me envolvendo, aos poucos, e também fui me amalgamando a esta pequena cidade joia da Amazônia. Morar neste lugar é ter o prazer de todos os dias ter a chance de apreciar esta bela paisagem que se encontra de braços abertos para todos, que é o rio Amazonas. Particularmente, este rio me encanta. Sou grato por estar em Macapá e ela estar em mim, por osmose se deu nossa relação, eu e a cidade, a cidade e eu.  
     Macapá é uma cidade tranquila, sou grato em estar neste recanto do Brasil. Aqui que me realizei profissionalmente e venho fazendo minha parte. Este ano de 2020, estarei lançando mais uma obra para contribuir com esta cidade e este Estado que me acolheu em seus braços. A obra intitula-se “História do Teatro do Amapá -  Do Século XVIII à Década de 1940”. Tenho a honra de hoje ser cidadão macapaense. Parabéns Macapá. Parabéns Macapá.

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

FELIZ NATAL




          O maior desejo de todas as pessoas é saber da conquista de seus objetivos, de seus desejos, de sua vida. O Natal nos traz muita alegria a cada final de ano. É um ótimo momento de reflexão sobre um pequeno espaço de tempo que passou, ou seja, pelo qual nós passamos com vida, ilesos. Esse tempo refere-se ao espaço de praticamente 365 dias consecutivos, ou seja, um ano.
     Apesar da violência que há na sociedade moderna, é extremamente importante saber que ainda estamos vivos, esse, acredito eu, já é um grande passo para nossas comemorações de final de ano. E se pensarmos naqueles que ficaram pelo caminho do nosso cotidiano estressante, vamos nos dar conta de que muitos fatos aconteceram nesses tempos, no mundo, em nosso país, em nosso Estado e em nossa cidade.
    Sem esquecer as modificações que aconteceram interiormente com nós mesmos. Às vezes algum problema de saúde, questões profissionais e tantos momentos difíceis que passamos. Mas, também foi um tempo em que nos trouxe muitas alegrias.  Alegria de ter lançado livros, alegria de ver o filho ser aprovado na escola, alegria de estar vivendo momentos felizes com quem se ama.
     O Natal é uma festa comemorada em todo o mundo; quantos de nós está falando a mesma língua: FELIZ NATAL, FELIZ NAVIDADE, JOYEUX NÖEL, MERRY CHRISTMAS, são alguns dos recados mais difundidos neste natal em todo o mundo. E assim vamos nos confraternizando, cada país do seu modo, cada povo de acordo com suas crenças e suas culturas.
     Natal significa nascimento, nascimento de Jesus que tanto batalhou para a igualdade do povo do seu tempo. Verdadeiro revolucionário de sua época. E hoje e sempre comemoramos em função deste símbolo de ser humano.
     Todo natal nos traz esperança de um mundo melhor, de alegria, de união entre os povos. Refletimos sempre para o bem da humanidade. Como é bonito todos juntos com suas famílias, revendo uns aos outros, pessoas que há tempo não mais havíamos visto, tudo isto faz parte do semblante natalino.
     Sabemos que hoje os meios tecnológicos como as redes sociais em muito contribuem para uma aproximação das pessoas, mas, ainda deixa um vazio em relação à vida presencial quando você toca e abraço seu amigo ou amiga de tempos antanho. É a vida...! É a vida...! É a vida...! Desejo a todos que conheço e aos que não tive a oportunidade ainda de conhecer, tudo de bom neste natal, muita saúde, paz e  que tenhas conquistado seus objetivos neste ano que está terminando. Para todos UM FELIZ NATAL.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

TITULARES DA UNIFAP



     Em 2020 a Universidade Federal do Amapá completará 30 anos de fundação. Neste caminhar, a instituição conseguiu dar um salto gigantesco no que diz respeito aos mais diversos aspectos como: criação de novos cursos de graduação; criação de cursos de mestrado e doutorado; ampliação física e construção de vários edifícios.
     No ano de 1994 estive aqui pela primeira vez para realizar o segundo concurso da Unifap, que aconteceu em novembro daquele ano. Quem, como eu, chegou aqui no ano de 1995 quando nossa instituição possuía apenas 2.800 alunos com não mais do que 6 prédios, não tem ideia do progresso dessa universidade nesses últimos 30 anos. A Unifap conta hoje com vários convênios, vários cursos de pós-graduação além de convênios internacionais.
     Fui um dos primeiros professores que se reuniu com prefeitos do interior com a intenção da implantação dos campi nessas cidades. Isso se deu lá pelos idos de 1997, quando surgiu a ideia de socializar nossa instituição com algumas cidades do interior do Estado. Em função disso, temos hoje o Campus de Santana; Campus Binacional do Oiapoque; Campos de Mazagão e Campus de Laranjal do Jarí, entre outros que ainda não houve a oportunidade de implantá-los como o de Amapá.
     Também fiz parte do primeiro grupo de professores que decidiu se qualificar, realizando pós-graduação, sem a mínima condição, principalmente de política para se qualificar que na época não havia em nossa instituição. Além de minha pessoa, outros professores também foram pioneiros nessa batalha, como Prof. Dr. Tostes; Prof. Dr. Ricardo Ângelo; Prof. Dr. José Maria, entre outros.
     É certo que a Unifap vem crescendo em todos os níveis; vem inclusive formando um grupo seleto de professores titulares. Esta é a titulação mais elevada da carreira docente universitária, que é quando o professor se torna autoridade máxima na sua área de pesquisa, dentro da instituição.
     Nesse caminhar, durante sua primeira década tivemos de passagem por aqui, de dois professores titulares: Isamu Kanzaki e João Renôr, sendo que este último também foi, por um período, Reitor da Unifap. Fora isso, até este ano de 2019, tínhamos como titulares os professores José Carlos Tavares (Curso de Farmácia) e Julieta Bramorski (Curso de Biologia); os referidos professores ascenderam ao posto em função de concurso. Foi neste ano de 2019 que este quadro aumentou consideravelmente; em agosto foi a vez do Prof. Jadson Porto (Curso de Arquitetura e Urbanismo); em setembro, este colunista que vos escreve, e ainda a Profa. Rosemary Ferreira (Enfermagem); esses três últimos apresentarem memorial acadêmico, e para encerrar o ano tivemos na última segunda feira, a passagem da Profa. Simone Garcia (Curso de História) que para galgar ao posto de professora titular, apresentou uma tese inédita. Portanto a Unifap entrará o ano de 2020 com um grupo de seis professores titulares.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

O RÁDIO TEATRO


                              
     Com o intuito de dotar a cidade de Macapá de um meio de divulgação das ações do próprio governo, Janary Nunes inaugura um serviço de autofalantes em 25 de fevereiro de 1945. Justamente, esse serviço de autofalantes se tornaria na futura na Rádio Difusora de Macapá; inaugurando-a em 23 de julho de 1946. A referida difusora que nos dias atuais ainda continua em funcionamento, em muito contribuiu com a cultura e o teatro no Amapá, levando-se em consideração duas questões primordiais: a primeira foi o fato de a mesma ter aberto programação para radionovelas, o que consequentemente, deu início ao rádio teatro em nosso Estado; outro fator preponderante foi a construção de um pequeno palco com plateia para cem pessoas que foi construído em seu espaço físico.
     Certamente, o projeto do radio teatro no âmbito da Rádio Difusora de Macapá, motivou e abriu espaço para atores, atrizes e diretores, em função da gravação dessas radionovelas, enquanto que, por outro lado, o palco que havia no complexo da referida rádio, tanto servia como espaço para produção de programas de auditório, como também como espaço para ensaio e apresentações de peças teatrais dos produtores locais. Professor Guilherme Jarbas nos fala sobre este assunto: “Nós tínhamos na Rádio difusora de Macapá o rádio teatro e tinha um profissional chamado Reinaldo Farah e mais dois irmãos que foram contratados pelo governo do Território para trabalhar a radiodifusão dessas peças teatrais”.
     A Rádio Difusora de Macapá foi inaugurada num momento áureo do Território Federal do Amapá, com boa estrutura física, segundo o professor Rostan Martins: “O prédio da RDM tinha ambientes principais como: estúdio de locução; discoteca; sala de controle de som; auditório com capacidade para 100 pessoas, com palco, onde se apresentaram seresteiros, programas dos radialistas pioneiros, como o Clube do Guri, a apresentações de radionovelas.”
     Com a inauguração da Rádio Difusora de Macapá em 23 de julho de 1946; com o início das atividades pedagógicas da Escola Barão do Rio Branco em 13 de setembro de 1946 e ainda com os eventos e apresentações de artistas que passaram a acontecer no Cine Teatro Territorial a partir de 1948, tendo-se por outro lado a constante urbanização da Praça do Barão, acredita-se que esses fatores transformaram aquela área geográfica num point cultural da cidade de Macapá entre os anos 40 e 50 do século XX. É em função desses fatores que no final da década de 1940 se inicia um forte movimento cultural no âmbito do Estado do Amapá.
     Portanto, naquela área urbana vamos observar um complexo do mais avançado progresso para aquele período na cidade de Macapá. Ali tínhamos a primeira escola de Macapá; o primeiro cinema da cidade; o primeiro teatro moderno para a época; a primeira estação de rádio; um imenso hotel, e a partir de 1950 uma imensa praça totalmente urbanizada. Sem sombra de dúvidas, passou a ser o centro cultural da cidade.



domingo, 17 de novembro de 2019

HISTORIETA DE MACAPÁ E O MITO DAS TRÊS PALMEIRAS



     No último dia 06 de novembro, numa quarta feira, me dirigi ao Teatro das Bacabeiras para prestigiar em “avant première”, o espetáculo musical “Historieta de Macapá”, que tem por base as obras: Macapá Capital do Meio do Mundo, de Herbert Emmanuel e Adriana Abreu; Uasei, o Livro do Açaí, este último publicado pelo IEPÉ, e ainda, informações coletadas sobre os saberes dos povos Karipunas, nas quais, relatam o mito das três palmeiras.
     Somando-se a tudo isso, a pesquisa artística e intelectual envolveu a literatura mitológica sobre lendas e mitos do Amapá e da Amazônia. E para realçar uma relação telúrica com as coisas tucujus, o grupo também se debruçou buscando relações intrínsecas entre o tema pesquisado e a música popular e genuinamente amapaense. Foi com esses ingredientes que o Grupo Teatral GTI, resolveu escrever o roteiro do referido espetáculo.
     Ao estudar e colocar todas essas fontes num grande caldeirão mágico, Bruno Peixoto (diretor), buscou criar sua mise em scène com um misto de música, dança, contação de histórias, projeções visuais e vários planos cenográficos, cenários, adereços e visualidades que são assinados por Paulo Rocha. Início e final do espetáculo nos mostra um ar televisivo e cinematográfico, quando apresenta os atores e várias outras imagens da cidade de Macapá, durante o desenrolar da peça.
     Quanto às projeções em espetáculos teatrais, isto nos remonta a Erwin Piscator, quando na década de 1920 do século XX, trouxe essa técnica em seus espetáculos, que era inovadora para a época, nos palcos alemães. Esse método influenciou o teatro europeu e americano. Piscator foi um dos mais importantes encenadores alemães do século XX.
     História de Macapá e o Mito das Três Palmeiras, é um espetáculo teatral que honra, eleva e engrandece a cidade de Macapá a um patamar que já havia sido feito pela música popular amapaense. Sendo assim, o que se traz para o palco é a cultura do Amapá, com base na literatura, na música, no ritmo e na dança das pessoas do lugar.
     O elenco é formado por Antoniele Xavier, Anderson Pantoja e Márcia Fonseca, que representam e cantam sucessivamente do início ao final da peça.  São esses artistas que buscam no palco, demonstrar seu carinho pela cidade do meio do mundo. Sem esquecer da ótima participação dos músicos e percussionistas Ícaro Bandeira e Marcos Guedes, que ao estarem localizados no plano alto, sempre estão presentes em cena com sonoplastia ao vivo, o que notadamente enriquece o musical.
     O que chama atenção no trabalho é a policromia e harmonia do conjunto cenográfico e sua intersecção com as projeções realizadas. Todavia, há que enfocar que infelizmente a iluminação não conseguiu alcançar e realçar perfeitamente este conjunto composto e disposto no palco. Por ser didático, o espetáculo será bem-vindo, principalmente nas cidades, escolas e comunidades do Amapá. Um verdadeiro presente para a sociedade amapaense. Uma demonstração de amor de como a arte, o teatro e a música amapaense vê e reverencia a cidade joia da Amazônia. Resumindo: o espetáculo é uma declaração de amor à Macapá.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

POEMAS E UM AMOR



     Este é o título do mais novo livro de poesias do meu amigo, poeta e confrade José Pastana, ou como todos conhecem, apenas poeta Pastana. Ele é uma figura que tem muita dedicação e apreço pelas artes e pela educação. Em relação às artes, penso que o que mais lhe fascina é a literatura, e de forma mais acirrada, a poesia. Sim! Porque Pastana é um poeta de mão cheia, visto que já publicou três livros, sendo este o quarto. Já participou efetivamente de várias coletâneas, e mais, é um dos únicos poetas que também já gravou um CD de poesias no Estado do Amapá.
     Há mais de vinte anos que conheço esse ilustre escritor, se não me falha a memória, foi lá pelos idos de 1996, num festival de poesias que acontecia no Teatro das Bacabeiras. Eu recém-chegado a Macapá, aproveitei e subi ao palco para recitar algumas poesias matutas. Apesar de que ainda não nos conhecíamos, foi a ela que pedi a permissão para entrar de última hora na programação. Prontamente fui atendido e percebi, todavia, a grande sensibilidade, motivação e dedicação do meu amigo Pastana, primordialmente para a poesia e literatura.
     Agora ele vem com seu “Poemas e um amor”, e é verdade! Nesta obra, o que mais Pastana enfoca é o amor. Amor pelos filhos e esposa, amigos, amor pela poesia e literatura, amor pela vida, amor pela cidade de Macapá. Tudo isso está inserido nesta nova obra do amigo e mecenas da arte, Pastana. Não é por menos, o que revela Rui do Carmo em seu prefácio, quando sublinha que: “navegar nas páginas de José Pastana é mergulhar em um mundo de lirismo amoroso de um coração apaixonado não só por sua amada, mas pela vida, pela arte de escrever. ”
      Nesta obra, o poeta Pastana expõe ao público várias poesias, poemas e alguns sonetos. Nesse trecho de “A Moça na Janela”, ele compara a moça à uma flor, e um abstrato e possível namorado à um simples e frágil e pequenino animal, quando diz:
Uma bela moça debruçada à janela
Uma rosa púrpura perfumada de amor
Que floresce pujante diante do arrebol
Beijada todos os dias por um beija-flor.

     Não dá para contar os movimentos e projetos culturais que Pastana tem participado ao longo desses anos. Fundador do Clube dos Poetas; participou do Conselho de Cultura por vários anos; foi presidente da Câmara de Letras e Artes, entre outras tantas atividades que tem participado e contribuído com seu conhecimento para as artes no Amapá. Foi e é atualmente o Gerente da Biblioteca Pública Elcy Lacerda. À frente desta Biblioteca, vem apoiando qualquer escritor que queira lançar seu livro. Se você tem o seu, passa lá e conversa com o Gerente Pastana, que será bem recebido. É de perceber que, ao longo desses anos, Pastana vem dando ótima contribuição para a arte e a educação em nosso Estado.