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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

ESPETÁCULO NOVO AMAPÁ



     A Companhia Supernova juntamente com o Grupo Eureca estão apresentando nesse mês de fevereiro, todos os finais de semana no Teatro Porão do SESC, a peça “Novo Amapá”. O espetáculo é justa homenagem àqueles que vivenciaram essa grande tragédia no rio Cajari.
     O texto proveniente de uma pesquisa realizada por Joca Monteiro, traz à tona detalhes e fatos importantes sobre esta viagem que para muitos se tornou, inadvertidamente, sem volta. Tendo por base notícias de jornais o estudo de Joca Monteiro resultou num texto informativo e didático, o qual destaca com ênfase momentos cruciais do fato ocorrido com o barco novo amapá no ano de 1981.
     Sem se utilizar de cenas fortes, pesadas, sinistras, dramáticas e trágicas, com gritarias e desesperos, Jones Barsou, (que assina a direção), resolveu seguir outro caminho e transformou um texto funesto numa mise en scène poética e lírica permitindo assim um espetáculo muito mais suave aos olhos do público.
     O cenário simples é composto por painéis transparentes centrais e laterais que sugerem contrastes entre o claro e o escuro o que denota certa movimentação dos passageiros em vários momentos da viagem. Em certas cenas esses painéis parecem sugerir o uso das sombras, o que não é aproveitado na encenação. Ao fundo há um mastro com escadas de cordas que são comumente usadas nos barcos que trafegam nos rios da Amazônia.
     Projeções de fotografias reais do acidente com o Novo Amapá complementam o cenário dando um enfoque cinematográfico, recurso que foi utilizado pela primeira vez por Piscator que em meados do século XX utilizava imagens e projeções cinematográficas de forma extensiva para complementar o espetáculo. Junto com Bertold Brecht, Piscator foi um dos principais fundadores do teatro épico.
     Fica claro a necessidade de maior empenho no que diz respeito à parte musical, inclusive na cena em que a atriz Jéssica Palmeirim assume o violão como acompanhamento de outro ator que canta seu lamento. Apesar de ser uma viagem noturna em barco da região amazônica senti falta da presença de redes, que antes poderiam criar uma composição colorida e depois do naufrágio, uma composição escura a partir de recursos técnicos específicos.

     É um espetáculo de discussão política que gera debates sobre a exploração do homem pelo homem tendo o capitalismo como modelo financeiro. Complementa-se com a direção de arte de Paulo Rocha e produção de Marina Beckman. É uma boa oportunidade para quem quer saber um pouco sobre o naufrágio do barco novo amapá. Não percam.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

SANTO DE CASA NÃO FAZ MILAGRES



     Ao visitar a página de Luiz Melo no facebook deparo-me com a seguinte informação: “Ex-prefeito de Curitiba, Jaime Lerner sobrevoou Macapá e optou pelo que chama de ‘acupuntura urbana’. Ou seja, um trabalho ‘ponto a ponto’ pra ir aos poucos arrumando a cidade. Arquiteto com PhD em urbanismo, já está com projeto na prancheta avaliando por onde começa a espetar agulha”.
     Realmente não sei qual das instâncias que o convidou para realizar tal estudos sobre nossa cidade: a Prefeitura Municipal de Macapá ou o Estado do Amapá. Inclusive acredito que essa é uma boa intensão dos nossos gestores: reurbanizar e embelezar a cidade. Para isso se faz necessário decisão e atitude dos nossos governantes. Parabenizo-os peremptoriamente por tal decisão de buscar na prática concretizar tal projeto.
     Mas, o que muito me estranha é saber que aqui em nosso Estado há cidadãos capacitados tanto quanto o Sr. Jaime Lerner para realizar tal projeto e no entanto esses cidadãos passam despercebidos ou nossos governantes fazem que olham mas não pretendem ver tal realidade.
     Enfoco aqui a dedicação do Professor Doutor e Pós-Doutor José Alberto Tostes que vem há dezenas de anos se dedicando totalmente à causa urbana não só da cidade de Macapá, mas das cidades de todo o Estado. Isto implica dizer que aqui também temos profissionais capacitados para implementar as modificações necessárias para o embelezamento da cidade de Macapá.
     Professor Tostes como é conhecido, possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Pará (1988); Mestrado em História da Arquitetura pelo Instituto Superior de Artes – Cuba (2000) e Doutorado em História e Teoria da Arquitetura também pelo Instituto Superior de Artes de Havana – Cuba (2003). Atualmente é Professor Associado I da Universidade Federal do Amapá. Têm experiência na área da Arquitetura e Urbanismo, com ênfase da História da Arquitetura e vem atuando nos seguintes temas: Planejamento urbano regional; Desenvolvimento Regional; Planejamento, Amapá e Urbanismo. Possui Estágio de Pós-Doutorado concluído no Instituto de Estudos Urbanos Regionais da Universidade de Coimbra. Portanto também é Pós-Doutor.
     Quando enfoco essas questões, notadamente é para abrir um possível debate na sociedade amapaense, não me vem à mente, de forma nenhuma, querer usar da xenofobia, muito pelo contrário, para contribuir com nosso Estado qualquer ação será bem-vinda. Meu desejo aqui é apenas suscitar outros olhares para quem vem a mais de duas década se dedicando ao referido tema. E continuo a relatar apenas, penso eu, 20% do que vem realizando o nosso Professor Tostes ao longo desses anos. Eis suas linhas de pesquisas às quais vem realizando seu trabalho tendo como ponto de apoio a Universidade Federal do Amapá: a) Planejamento e Desenvolvimento Regional Urbano, onde estuda aspectos sobre a espacialidade urbano regional dos municípios do Estado do Amapá; b) Urbanismo na Amazônia, onde estuda a dimensão espacial urbanística nos núcleos urbanos dos municípios do Estado do Amapá com o objetivo de, através de pesquisas, propor soluções técnicas alternativas que sejam adequadas às novas perspectivas de desenvolvimento regional. Outra áreas de pesquisa do Professor Tostes são: Arte, Cultura e Sociedade; Arqueologias Artísticas; Arte e Cultura Latino-Americana: século XX; Arte e Cultura Latino Americana: período contemporâneo; História e pensamento artístico e contemporâneo na América Latina; História e pensamento artístico contemporâneo na América Latina; Estudos Urbanos sobre o Município de Macapá; tecnologias alternativas para habitações de baixo custo e Tecnologias alternativas para habitações médias.      Setores de atividades: Desenvolvimento Urbano; Planejamento e Gestão de Cidades; Política e Planejamento Habitacional; Assessoria ou Consultoria de Arquitetura ou Engenharia.
     Seus projetos estão todos ligados à área da Arquitetura, alguns deles: Pesquisa sobre Metodologia Participativa de Planejamento Urbano no Estado do Amapá: aplicação ao caso dos Municípios de Laranjal do Jari, Santana, Serra do Navio e Oiapoque, (2004);                         Corredor Transfronteiriço das Cidades entre o Amapá e a Guiana Francesa, (2011-2013); Evolução Urbana da Cidade de Macapá e Santana através do Planos Diretores, (2013); Transformações Urbanas na Faixa de Fronteira Setentrional do Porto de Santana a Caiena, (2013-2014); Projeto Amapá Urbano, (2013-2014) entre outros.
     Entre suas obras publicadas sobre o referido assunto, citaremos algumas: Planos Diretores no Estado do Amapá: uma contribuição para o desenvolvimento regional, 301 páginas, 2009; Transformações Urbanas das Pequenas Cidades Amazônicas (AP) na Faixa de Fronteira Setentrional, 582 páginas, 2011; Do Tijolo ao Concreto Bruto, 145 páginas, 2011; Além da Linha do Horizonte, 240 páginas, 2012, entre outros. Tem vários artigos científicos publicados em vários periódicos, todos eles enfocam a questão da arquitetura e urbanismo no Amapá. Todas a suas obras têm relação com a Arquitetura e Urbanismo.
     Além de tudo isso, Professor Tostes foi o mentor, fundador e o principal personagem na implantação do Curso de Arquitetura no Amapá. Foi Vice-Reitor da Universidade Federal do Amapá. Fundou o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Amapá, do qual foi Presidente.

     Não é que aqui no Amapá não tenha profissionais qualificados. É preciso darmos valor ao que aqui se constrói, principalmente no que diz respeito aos nossos profissionais que dedicam toda sua trajetória para construir melhor qualidade de vida para os amapaenses. Resta observar que em muitos casos o senso comum tem a tendência de nos explicar os fenômenos sociais. Neste caso utilizo o ditado popular que mais convém: santo de casa não faz milagres.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

ANO NOVO E CURSO DE TEATRO NO AMAPÁ

                                                      

     Minha preocupação para a implantação de um Curso de Licenciatura Plena em Teatro no Amapá remete ao ano de 1995, quando aqui cheguei para assumir a função de professor da Universidade Federal do Amapá, admitido por concurso público realizado em novembro de 1994. Aliás, mesmo antes de fincar raízes neste espaço geográfico brasileiro eu já havia pensado na perspectiva e projetado a implantação do referido curso.
     Estudei as possibilidades e em 1996 encaminhei projeto de implantação das habilitações de Teatro e Música ao Colegiado do Curso de Educação Artística. O referido projeto também passou por uma comissão de implantação de novos cursos. Infelizmente nem o Colegiado, muito menos a referida comissão entendeu como prioridade a implantação daquelas habilitações. Se naquele período as habilitações de Teatro e Música tivessem sido implantadas, consequentemente com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação 93.94/96 daquele mesmo ano, as mesmas teriam sido transformadas em dois cursos distintos: Curso de Licenciatura Plena em Teatro e Curso de Licenciatura Plena em Música.
     Se assim o fosse, concretamente de lá para cá teríamos colocado no mercado de trabalho pelo menos doze turmas de profissionais da área do teatro e da área da música respectivamente, para suprir a necessidade premente das escolas de ensino fundamental e médio do Estado do Amapá. Por outro lado, teríamos sido também a primeira universidade e o primeiro Estado da região Norte a implantar seu Curso de Licenciatura Plena em Teatro.
     Com a implantação da disciplina Educação Artística que surgiu com a Lei 56.92/1971 que transformou o professor de arte num profissional polivalente.  Também em função da luta dos Arte-Educadores, principalmente durante a década de 1980 do século XX para reverter este quadro, foi que na década de 1990 com a Lei 93.94/96 a arte tornou-se obrigatória no ensino fundamental e médio. Diferente de sua antecessora, a Lei 93.94/96 também definiu que o estudante deveria vivenciar pelo menos quatro linguagens distintas da arte na sala de aula: Artes Visuais, Teatro, Dança e Educação Musical. Os Parâmetros Curriculares Nacionais também corroboraram para afirmação desta decisão. Isto implica dizer que, na atualidade, em cada escola de ensino fundamental e médio deveria ter pelo menos um professor em cada uma dessas áreas da arte. O que não vem acontecendo no Estado do Amapá.

     A persistência é um dos sentidos da vida que nos faz permanecer na luta. Foi preciso duas décadas para que o Curso de Teatro fosse aprovado. Neste sentido, em 12 de novembro de 2013 o mesmo passou por unanimidade pelo Conselho Superior da Unifap. Este curso não houve tempo de ser divulgado, mas para se ter uma ideia, tivemos um total de 740 candidatos pelo SISU para entrar no curso de teatro sendo um total de 30 candidatos por vaga, destes foram selecionados 25. Para a Unifap e para o Estado do Amapá, 2014 será verdadeiramente um novo ano, principalmente porque estaremos recebendo em abril a primeira turma do Curso de Teatro. 

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

A ESPERANÇA É A ÚLTIMA QUE MORRE



     Uma das maiores alegrias da minha vida foi quando soube da notícia que havia sido aprovado no vestibular. Morava no interior da Paraíba numa cidade conhecida por Itabaiana. Talvez você leitor, nunca tenha ouvido falar, mas é a terra em que nasceu o renomado músico Severino Dias de Oliveira, mais conhecido como Sivuca... Aquele que compôs feira de mangaio. Itabaiana também é berço do famoso poeta Zé da Luz.
     Raspei a cabeça, sai em passeata pelas ruas da cidade junto com outros colegas que também haviam passado naquele processo seletivo. Fui aprovado para o antigo curso de Educação Artística. Na ocasião, ouvia de várias pessoas alguns comentários como: - Mas tu vais mudar de curso, não é? – Esse curso não é muito bom para homem! Eu ouvia e sempre respondia com o silêncio.
     Tive muitas dificuldades para realizar o ensino fundamental e médio. Aliás, da quinta série até o ensino médio eu estudei no mesmo colégio estadual resultando em sete anos de dedicação e estudos. A alegria foi imensa visto que fui aprovado no vestibular vindo da escola pública, sem ter participado de nenhum cursinho que na época eram famosos. No pequeno interior fiquei conhecido como gente inteligente, mas reforço ao dizer que foi um grande desafio chegar à universidade.
     Ao longo da minha história de vida as vicissitudes me ensinaram a ser combatente e persistente. Aprendi também a acreditar no que realizo; a acreditar em mim e nos meus projetos. Desistir? Nunca...! Infelizmente, em algumas ocasiões você se surpreende e quase se dá por vencido. Foi exatamente o que aconteceu nesses últimos vinte anos na tentativa de implantar um curso de licenciatura em teatro no Amapá. Os dois primeiros projetos, um de 1996 e outro de 2001 sequer passou pela câmara de graduação.
      Este ano de 2013 publiquei a obra “Curso de Teatro no Amapá: concepções e proposições para o ensino superior” com a intenção de que a mesma se transformasse numa prestação de contas com a sociedade amapaense ao esclarecer a intenção do meu trabalho e de minha dedicação em prol desta terra que me recebeu de braços abertos como profissional do magistério superior.

     Muitos anos se passaram após a minha aprovação no vestibular e minha segunda alegria se transformou em felicidade quando ouvi no dia 12 de novembro de 2013 o veredito do Conselho Superior da Universidade Federal do Amapá, da aprovação do Curso de Licenciatura em Teatro...! Depois disso, percebi claramente que a esperança é a última que morre.  

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

CURSO DE LICENCIATURA EM TEATRO APROVADO PELA UNIFAP


 
     Quando cheguei ao Estado do Amapá para assumir uma cadeira de professor na Universidade Federal do Amapá, à época, Curso de Educação Artística, já vim com o propósito de implantar o Curso de Licenciatura em Teatro em nível de terceiro grau. Durante esses vinte anos encaminhei três projetos, um em 1996 outro em 2001 e o último em maio de 2012, este último sendo aprovado no último dia 12 de novembro de 2013 - data histórica para a educação, o teatro, a arte e a cultura do Estado do Amapá. 
     Infelizmente as tentativas de 1996 e 2001 não foram prioridades para a instituição nos referido períodos. Com o surgimento do REUNI a partir de 2011 é que fui contatado pelo Professor João Batista Nascimento, então Diretor do Departamento de Letras e Artes para a possível redação e encaminhamento de um projeto para implantação do Curso de Teatro na Unifap. Ainda em 2011 o atual Reitor Carlos José Tavares em conjunto com a Pró-Reitora de graduação, professora Dra. Adelma também me apoiaram para a possível implantação do Curso de Teatro na Unifap.
     O Projeto Pedagógico do Curso de Licenciatura em Teatro da Unifap está fundamentado na LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, aprovada em dezembro de 1996 e intitulada Lei Darcy Ribeiro cuja clareza pode ser observada no artigo 26, parágrafo 2º. De acordo com esse artigo, a lei diz que o ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório nos diversos níveis da Educação Básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos (as). Também, de acordo com o artigo 9º, item IV, a União ficará incumbida de estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, competências e diretrizes para a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio, que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar a formação básica comum.
     Este Curso de Teatro da Unifap fundamenta-se ainda pela necessidade de professores qualificados na área do Teatro para suprir a demanda das escolas do Estado do Amapá. Vale registrar que atualmente não há sequer um profissional qualificado na área do teatro nas redes de ensino: federal, estadual, municipal e particular no Estado do Amapá.

     Gostaria de agradeçer sinceramente às instituições da área da cultura que enviaram ao Conselho Superior da Unifap seus documentos em apoio ao referido curso. Agradeço carinhosamente a todos os artistas que estiveram presentes na ocasião da homologação, principalmente aos companheiros de luta: Cláudio Silva, Daniel de Rocha e Tina Araújo, Carlos Lima, Disney Silva, Jennyfer Saraiva, Porfírio (Popó) Alice Araújo, Débora bararuá, Viviane Gualberto, Ellida Santos, Amadeu Lobato e todos aqueles que estão no front desta batalha. Na foto cortejo dos artistas pelas ruas da Unifap em comemoração à aprovação do referido curso.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

PABLITO E A LIBÉLULA

 

Pablito e a Libélula é minha quinta obra infantil e faz parte de uma coletânea de obras dedicadas ao público infantil que iniciou com “A ESTRELA E A RÔ publicado pela Unifap em 1988; em 2001 a Universidade Federal do Amapá juntamente com a FUNDAP publicou também “BRINCANDO COM LINHAS”; “A OVELHA MALHADA” foi produzida pelo próprio autor em 2011; em 2012 foi a vez de “O PATO E O LAGO”; e este ano o público infantil terá em suas mãos a obra “PABLITO E A LIBÉLULA” cujo lançamento será hoje, primeiro de novembro às 18:00 horas no stand da Livraria Didática dentro da programação da FEIRA DE LIVROS DO AMAPÁ – FLAP. Ainda este ano, em dezembro próximo será lançada a 6ª obra do autor cujo título é “A China é Aqui”. 
PABLITO E A LIBÉLULA conta a história de uma astuciosa e curiosa criança que adora brincar com libélulas, na verdade Pablito gosta mesmo é de caçar libélulas, o que durante toda a estória ele não consegue conquistar este objetivo visto que a libélula é um animal muito esperto, no final Pablito descobre toda beleza que envolve a libélula e seu meio ambiente.

O livro foi prefaciado pelo professor Doutor Adalberto Carvalho Ribeiro que leciona na Universidade Federal do Amapá no Curso de Pedagogia, ele nos relata observações suas sobre a referida obra:  Pablito e a Libélula é mais um livro de autoria do Dr. Romualdo Palhano. O livro não só prossegue na linha infantil, didática e pedagógica, como também traz como diretriz filosófica a necessidade de uma melhor relação entre o Homem e a Natureza.
Palhano está a cada dia mais criativo, mais pedagógico, e me parece, mais criança também, porque não dizer assim.  Ele vem a alguns anos se dedicando a modalidade de livros infantis lúdicos no estilo “Para Colorir” ainda que tenha uma forte veia acadêmico-teórica. Artista nato o autor se redescobre nesse estilo literário importante para a formação do cidadão porque livros assim atuam ali na construção da personalidade do indivíduo nos anos iniciais de sua formação escolar.
Pablito e a Libélula não é somente um livro para colorir. Palhano descreve um menino arguto, inteligente, curioso e pesquisador. Uma criança que muda de comportamento na medida em que a natureza vai ensinando-lhe as leis de sua própria economia. Deixa lições importantes.
Pablito e a Libélula, portanto, permite ao leitor infantil aprender ludicamente e, ainda por cima, deixa mensagens que corroboram paradigmas pertinentes para o século XXI. Da Educação Infantil ao 5º Ano o livro tem muita utilidade.
Boa leitura! Boa pintura! Bom aprendizado!







quinta-feira, 24 de outubro de 2013

SEMIÓTICA NO TEATRO

    
     Além de objetos reais, no palco não se utilizam apenas acessórios e cenários, que são meramente signos. No entanto, o público não capta essas coisas reais como se fossem reais. Por exemplo, se um personagem representando um homem rico usa um anel de brilhante, o público o considera como um signo de grande riqueza e não se preocupam se a pedra é verdadeira ou falsa. Da mesma forma que no palco tanto um refresco quanto um suco autêntico podem representar apenas um suco.
     No teatro Chinês, o cenário é complementado em sua elaboração com elementos específicos ao desempenho do intérprete. Nesse tipo de teatro os mais importantes signos são a mesa e a cadeira, quase nunca ausentes do palco chinês. Por exemplo, se a mesa e a cadeira estão dispostas da maneira usual, então o cenário é um interior. Contudo, uma cadeira que se apresenta com o lado sobre o chão, significa um aterro ou fortificação; virada, simboliza uma colina ou montanha; de pé sobre a mesa, uma torre de cidadela.
     Os japoneses são mestres nessa maneira de criar um cenário.  Para criar um rio, basta apresentar um cartaz trazido à cena com a palavra “rio” escrita para sugerir o ambiente da cena a ser representada. Para Sábato Magaldi, “no espetáculo, o cenário e a vestimenta situam o ator no espaço, e são essenciais à caracterização da personagem.”
     O drama religioso da Idade Média teve em seu início o interior da igreja como cenário. Passou a ser apresentado no pórtico dos templos. Em seguida, os mistérios e moralidades passam a ser representados nas praças; a partir dai, pela necessidade cria-se o cenário simultâneo, em que diversas indicações, muito sumárias, se justapunham ao longo de um estrado. Um simples portão sugeria uma cidade, uma pequena elevação simbolizava uma montanha e assim por diante. No canto esquerdo do estrado, uma enorme boca de dragão servia para a passagem dos demônios e a ida para o inferno dos pecadores irremissíveis. Na parte direita, acima do chão, situava-se o paraíso, lugar de felicidade eterna.
     No teatro medieval em função do sistema de palcos móveis que eram geralmente construídos sobre carretas os cenários passaram a ser elaborados de materiais perecíveis, tais como tecido ou madeira atendendo de certa forma às especificidades requeridas pela peças encenadas. No teatro Elisabetano voltou-se novamente a ideia do palco como uma estrutura fixa. Uma construção de madeira que servia de fundo para os vários ambientes.