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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

ANO NOVO E CURSO DE TEATRO NO AMAPÁ

                                                      

     Minha preocupação para a implantação de um Curso de Licenciatura Plena em Teatro no Amapá remete ao ano de 1995, quando aqui cheguei para assumir a função de professor da Universidade Federal do Amapá, admitido por concurso público realizado em novembro de 1994. Aliás, mesmo antes de fincar raízes neste espaço geográfico brasileiro eu já havia pensado na perspectiva e projetado a implantação do referido curso.
     Estudei as possibilidades e em 1996 encaminhei projeto de implantação das habilitações de Teatro e Música ao Colegiado do Curso de Educação Artística. O referido projeto também passou por uma comissão de implantação de novos cursos. Infelizmente nem o Colegiado, muito menos a referida comissão entendeu como prioridade a implantação daquelas habilitações. Se naquele período as habilitações de Teatro e Música tivessem sido implantadas, consequentemente com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação 93.94/96 daquele mesmo ano, as mesmas teriam sido transformadas em dois cursos distintos: Curso de Licenciatura Plena em Teatro e Curso de Licenciatura Plena em Música.
     Se assim o fosse, concretamente de lá para cá teríamos colocado no mercado de trabalho pelo menos doze turmas de profissionais da área do teatro e da área da música respectivamente, para suprir a necessidade premente das escolas de ensino fundamental e médio do Estado do Amapá. Por outro lado, teríamos sido também a primeira universidade e o primeiro Estado da região Norte a implantar seu Curso de Licenciatura Plena em Teatro.
     Com a implantação da disciplina Educação Artística que surgiu com a Lei 56.92/1971 que transformou o professor de arte num profissional polivalente.  Também em função da luta dos Arte-Educadores, principalmente durante a década de 1980 do século XX para reverter este quadro, foi que na década de 1990 com a Lei 93.94/96 a arte tornou-se obrigatória no ensino fundamental e médio. Diferente de sua antecessora, a Lei 93.94/96 também definiu que o estudante deveria vivenciar pelo menos quatro linguagens distintas da arte na sala de aula: Artes Visuais, Teatro, Dança e Educação Musical. Os Parâmetros Curriculares Nacionais também corroboraram para afirmação desta decisão. Isto implica dizer que, na atualidade, em cada escola de ensino fundamental e médio deveria ter pelo menos um professor em cada uma dessas áreas da arte. O que não vem acontecendo no Estado do Amapá.

     A persistência é um dos sentidos da vida que nos faz permanecer na luta. Foi preciso duas décadas para que o Curso de Teatro fosse aprovado. Neste sentido, em 12 de novembro de 2013 o mesmo passou por unanimidade pelo Conselho Superior da Unifap. Este curso não houve tempo de ser divulgado, mas para se ter uma ideia, tivemos um total de 740 candidatos pelo SISU para entrar no curso de teatro sendo um total de 30 candidatos por vaga, destes foram selecionados 25. Para a Unifap e para o Estado do Amapá, 2014 será verdadeiramente um novo ano, principalmente porque estaremos recebendo em abril a primeira turma do Curso de Teatro. 

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

A ESPERANÇA É A ÚLTIMA QUE MORRE



     Uma das maiores alegrias da minha vida foi quando soube da notícia que havia sido aprovado no vestibular. Morava no interior da Paraíba numa cidade conhecida por Itabaiana. Talvez você leitor, nunca tenha ouvido falar, mas é a terra em que nasceu o renomado músico Severino Dias de Oliveira, mais conhecido como Sivuca... Aquele que compôs feira de mangaio. Itabaiana também é berço do famoso poeta Zé da Luz.
     Raspei a cabeça, sai em passeata pelas ruas da cidade junto com outros colegas que também haviam passado naquele processo seletivo. Fui aprovado para o antigo curso de Educação Artística. Na ocasião, ouvia de várias pessoas alguns comentários como: - Mas tu vais mudar de curso, não é? – Esse curso não é muito bom para homem! Eu ouvia e sempre respondia com o silêncio.
     Tive muitas dificuldades para realizar o ensino fundamental e médio. Aliás, da quinta série até o ensino médio eu estudei no mesmo colégio estadual resultando em sete anos de dedicação e estudos. A alegria foi imensa visto que fui aprovado no vestibular vindo da escola pública, sem ter participado de nenhum cursinho que na época eram famosos. No pequeno interior fiquei conhecido como gente inteligente, mas reforço ao dizer que foi um grande desafio chegar à universidade.
     Ao longo da minha história de vida as vicissitudes me ensinaram a ser combatente e persistente. Aprendi também a acreditar no que realizo; a acreditar em mim e nos meus projetos. Desistir? Nunca...! Infelizmente, em algumas ocasiões você se surpreende e quase se dá por vencido. Foi exatamente o que aconteceu nesses últimos vinte anos na tentativa de implantar um curso de licenciatura em teatro no Amapá. Os dois primeiros projetos, um de 1996 e outro de 2001 sequer passou pela câmara de graduação.
      Este ano de 2013 publiquei a obra “Curso de Teatro no Amapá: concepções e proposições para o ensino superior” com a intenção de que a mesma se transformasse numa prestação de contas com a sociedade amapaense ao esclarecer a intenção do meu trabalho e de minha dedicação em prol desta terra que me recebeu de braços abertos como profissional do magistério superior.

     Muitos anos se passaram após a minha aprovação no vestibular e minha segunda alegria se transformou em felicidade quando ouvi no dia 12 de novembro de 2013 o veredito do Conselho Superior da Universidade Federal do Amapá, da aprovação do Curso de Licenciatura em Teatro...! Depois disso, percebi claramente que a esperança é a última que morre.  

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

CURSO DE LICENCIATURA EM TEATRO APROVADO PELA UNIFAP


 
     Quando cheguei ao Estado do Amapá para assumir uma cadeira de professor na Universidade Federal do Amapá, à época, Curso de Educação Artística, já vim com o propósito de implantar o Curso de Licenciatura em Teatro em nível de terceiro grau. Durante esses vinte anos encaminhei três projetos, um em 1996 outro em 2001 e o último em maio de 2012, este último sendo aprovado no último dia 12 de novembro de 2013 - data histórica para a educação, o teatro, a arte e a cultura do Estado do Amapá. 
     Infelizmente as tentativas de 1996 e 2001 não foram prioridades para a instituição nos referido períodos. Com o surgimento do REUNI a partir de 2011 é que fui contatado pelo Professor João Batista Nascimento, então Diretor do Departamento de Letras e Artes para a possível redação e encaminhamento de um projeto para implantação do Curso de Teatro na Unifap. Ainda em 2011 o atual Reitor Carlos José Tavares em conjunto com a Pró-Reitora de graduação, professora Dra. Adelma também me apoiaram para a possível implantação do Curso de Teatro na Unifap.
     O Projeto Pedagógico do Curso de Licenciatura em Teatro da Unifap está fundamentado na LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, aprovada em dezembro de 1996 e intitulada Lei Darcy Ribeiro cuja clareza pode ser observada no artigo 26, parágrafo 2º. De acordo com esse artigo, a lei diz que o ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório nos diversos níveis da Educação Básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos (as). Também, de acordo com o artigo 9º, item IV, a União ficará incumbida de estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, competências e diretrizes para a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio, que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar a formação básica comum.
     Este Curso de Teatro da Unifap fundamenta-se ainda pela necessidade de professores qualificados na área do Teatro para suprir a demanda das escolas do Estado do Amapá. Vale registrar que atualmente não há sequer um profissional qualificado na área do teatro nas redes de ensino: federal, estadual, municipal e particular no Estado do Amapá.

     Gostaria de agradeçer sinceramente às instituições da área da cultura que enviaram ao Conselho Superior da Unifap seus documentos em apoio ao referido curso. Agradeço carinhosamente a todos os artistas que estiveram presentes na ocasião da homologação, principalmente aos companheiros de luta: Cláudio Silva, Daniel de Rocha e Tina Araújo, Carlos Lima, Disney Silva, Jennyfer Saraiva, Porfírio (Popó) Alice Araújo, Débora bararuá, Viviane Gualberto, Ellida Santos, Amadeu Lobato e todos aqueles que estão no front desta batalha. Na foto cortejo dos artistas pelas ruas da Unifap em comemoração à aprovação do referido curso.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

PABLITO E A LIBÉLULA

 

Pablito e a Libélula é minha quinta obra infantil e faz parte de uma coletânea de obras dedicadas ao público infantil que iniciou com “A ESTRELA E A RÔ publicado pela Unifap em 1988; em 2001 a Universidade Federal do Amapá juntamente com a FUNDAP publicou também “BRINCANDO COM LINHAS”; “A OVELHA MALHADA” foi produzida pelo próprio autor em 2011; em 2012 foi a vez de “O PATO E O LAGO”; e este ano o público infantil terá em suas mãos a obra “PABLITO E A LIBÉLULA” cujo lançamento será hoje, primeiro de novembro às 18:00 horas no stand da Livraria Didática dentro da programação da FEIRA DE LIVROS DO AMAPÁ – FLAP. Ainda este ano, em dezembro próximo será lançada a 6ª obra do autor cujo título é “A China é Aqui”. 
PABLITO E A LIBÉLULA conta a história de uma astuciosa e curiosa criança que adora brincar com libélulas, na verdade Pablito gosta mesmo é de caçar libélulas, o que durante toda a estória ele não consegue conquistar este objetivo visto que a libélula é um animal muito esperto, no final Pablito descobre toda beleza que envolve a libélula e seu meio ambiente.

O livro foi prefaciado pelo professor Doutor Adalberto Carvalho Ribeiro que leciona na Universidade Federal do Amapá no Curso de Pedagogia, ele nos relata observações suas sobre a referida obra:  Pablito e a Libélula é mais um livro de autoria do Dr. Romualdo Palhano. O livro não só prossegue na linha infantil, didática e pedagógica, como também traz como diretriz filosófica a necessidade de uma melhor relação entre o Homem e a Natureza.
Palhano está a cada dia mais criativo, mais pedagógico, e me parece, mais criança também, porque não dizer assim.  Ele vem a alguns anos se dedicando a modalidade de livros infantis lúdicos no estilo “Para Colorir” ainda que tenha uma forte veia acadêmico-teórica. Artista nato o autor se redescobre nesse estilo literário importante para a formação do cidadão porque livros assim atuam ali na construção da personalidade do indivíduo nos anos iniciais de sua formação escolar.
Pablito e a Libélula não é somente um livro para colorir. Palhano descreve um menino arguto, inteligente, curioso e pesquisador. Uma criança que muda de comportamento na medida em que a natureza vai ensinando-lhe as leis de sua própria economia. Deixa lições importantes.
Pablito e a Libélula, portanto, permite ao leitor infantil aprender ludicamente e, ainda por cima, deixa mensagens que corroboram paradigmas pertinentes para o século XXI. Da Educação Infantil ao 5º Ano o livro tem muita utilidade.
Boa leitura! Boa pintura! Bom aprendizado!







quinta-feira, 24 de outubro de 2013

SEMIÓTICA NO TEATRO

    
     Além de objetos reais, no palco não se utilizam apenas acessórios e cenários, que são meramente signos. No entanto, o público não capta essas coisas reais como se fossem reais. Por exemplo, se um personagem representando um homem rico usa um anel de brilhante, o público o considera como um signo de grande riqueza e não se preocupam se a pedra é verdadeira ou falsa. Da mesma forma que no palco tanto um refresco quanto um suco autêntico podem representar apenas um suco.
     No teatro Chinês, o cenário é complementado em sua elaboração com elementos específicos ao desempenho do intérprete. Nesse tipo de teatro os mais importantes signos são a mesa e a cadeira, quase nunca ausentes do palco chinês. Por exemplo, se a mesa e a cadeira estão dispostas da maneira usual, então o cenário é um interior. Contudo, uma cadeira que se apresenta com o lado sobre o chão, significa um aterro ou fortificação; virada, simboliza uma colina ou montanha; de pé sobre a mesa, uma torre de cidadela.
     Os japoneses são mestres nessa maneira de criar um cenário.  Para criar um rio, basta apresentar um cartaz trazido à cena com a palavra “rio” escrita para sugerir o ambiente da cena a ser representada. Para Sábato Magaldi, “no espetáculo, o cenário e a vestimenta situam o ator no espaço, e são essenciais à caracterização da personagem.”
     O drama religioso da Idade Média teve em seu início o interior da igreja como cenário. Passou a ser apresentado no pórtico dos templos. Em seguida, os mistérios e moralidades passam a ser representados nas praças; a partir dai, pela necessidade cria-se o cenário simultâneo, em que diversas indicações, muito sumárias, se justapunham ao longo de um estrado. Um simples portão sugeria uma cidade, uma pequena elevação simbolizava uma montanha e assim por diante. No canto esquerdo do estrado, uma enorme boca de dragão servia para a passagem dos demônios e a ida para o inferno dos pecadores irremissíveis. Na parte direita, acima do chão, situava-se o paraíso, lugar de felicidade eterna.
     No teatro medieval em função do sistema de palcos móveis que eram geralmente construídos sobre carretas os cenários passaram a ser elaborados de materiais perecíveis, tais como tecido ou madeira atendendo de certa forma às especificidades requeridas pela peças encenadas. No teatro Elisabetano voltou-se novamente a ideia do palco como uma estrutura fixa. Uma construção de madeira que servia de fundo para os vários ambientes.


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

EVOLUÇÃO DO CENÁRIO


     No teatro de Dionísio a pista de danças era maior que a de qualquer outro teatro: um círculo completo de 24 metros e nela não existiam cenários. À medida que surgiram os autores trágicos esse modelo foi se complementando. Construindo máquinas para obter efeitos românticos, já com esboço de cenário, ao fundo; aproveitando as cores das vestes e fazendo salientar a beleza das massas no ritmo das danças, Ésquilo deu um passo à frente no arcabouço geral do drama grego. Para Anna Mantovani: “a cenografia existe desde que existe o espetáculo teatral na Grécia Antiga, mas em cada época teve um significado diferente, dependendo da proposta do espetáculo teatral”.
     Sófocles aparece, no mundo da técnica como o criador do terceiro ator. Muitos autores dão também a Sófocles a primazia na criação da pintura cênica. Eurípedes modificou o princípio e o fim da Tragédia, mas a mise-en-scène permaneceu a mesma. O cenário da Antiguidade era fixo, tinha poucos elementos e servia de ornamentação para a cena.
     Em Roma, a cena apresentava uma ordem de colunas superpostas e de arcos, através dos quais se viam os cenários. Havia três tipos de cenários: para a Tragédia as laterais apareciam com edifícios ao fundo, comumente era um palácio ou um templo. Para a Comédia o cenário era ruas e praças públicas, enquanto que para as composições Satíricas resumiam-se em cavernas, bosques, montanhas, em suma, uma paisagem.
          Na Idade Média usavam-se dois tipos de cenários: a carreta onde se mostravam aos espectadores os vários lugares da ação: e o da cena simultânea, na qual se viam os diversos lugares da ação, simultaneamente. Esses cenários terminavam pelas suas extremidades em duas torres: uma representando o paraíso e a outra o inferno. O espetáculo nesse período foi apresentado primeiro nas igrejas e posteriormente nas praças.
     O Renascimento na Itália trouxe os cenários construídos em três dimensões. Mas o grande teórico da construção teatral nessa época foi Serlio que construiu um teatro dividido em duas partes: platéia e cena. É no Renascimento que começa a surgir um novo cidadão. É o homem saindo da Idade Média e entrando na Idade Moderna. Toda Europa passou por uma grande renovação política e social. 

     O teatro que era feito nas igrejas e praças, passa também a acontecer dentro dos palácios e castelos. Os Aristocratas constroem suas próprias salas de espetáculos. E paralelamente entre os palácios, castelos e as ruas, começam a aparecer as primeiras casas de espetáculos.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

CENÁRIOS ANTIGOS



     “Pintura de Cena” era o termo empregado pelos Helenistas. Este mesmo termo foi introduzido por Sófocles, mas possivelmente foi utilizado na última trilogia de Ésquilo. O cenário clássico grego era organizado com uma parede de fundo, que também exercia a função de coxia para os atores se vestir. Esta parede geralmente representava a frente de uma casa, com uma grande porta ao centro e duas menores de cada lado. No teatro Grego e Romano sucessivamente, o conceito de cenário era irrelevante, sendo o frontispício da “Skené” a ambientação permanente para todos os textos, consequentemente nesse período o cenário era apenas visto, cujo drama era concebido pela palavra.
     As invenções de Ésquilo no que diz respeito aos cenários foram muitas. Ele construiu várias máquinas para obter efeitos românticos e deu um passo à frente no arcabouço do drama grego. É considerado um dos primeiros que se voltou para a pintura cênica. Já Sófocles aparece como criador do terceiro ator e Eurípedes modificou o princípio e o fim da tragédia, permanecendo a mesma mise-en-scène. Diz-se que o pintor Agutarcos desenhou vários cenários para as tragédias de Ésquilo dentro das regras da perspectiva.
     No Renascimento, o arquiteto Bramante, construiu um teatro no qual o telão separava a cena dos degraus dispostos em forma de anfiteatro. Peruzzi iniciou os cenários em perspectiva e Serlio construiu um teatro dividido em duas partes: platéia e cena; também reduziu as construções cênicas, que primeiramente eram muito sólidas, a dois bastidores pintados, enquanto que para o cenário do fundo bastava um só telão.

     Servandoni, pintor e arquiteto, foi um dos principais mestres na renovação técnica cênica no século XVIII. Ao contrário de seus antecessores que se baseavam na perspectiva paralela, dispondo os planos sucessivos sempre em relação à boca de cena, o artista florentino idealizou um novo tipo de cenário baseado nas leis da perspectiva oblíqua, na qual o horizonte imaginário situava-se em vários pontos laterais de dispersão. Ele obteve dessa forma, certa fluidez que se contrapunha às realizações rígidas do Renascimento. Todos os aperfeiçoamentos que vieram posteriormente em relação à técnica de elaboração e confecção de cenários têm como ponto de partida os princípios idealizados por Servandoni.