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segunda-feira, 30 de março de 2026

TRIBUTO A AMADEU LOBATO

 

 

     Neste domingo de ramos inicia-se a Semana Santa. E no final desta semana teremos a apresentação do espetáculo Uma Cruz Para Jesus. E as apresentações desse ano serão em homenagem ao grande ator e diretor Amadeu Lobato, que nos deixou recentemente. Ele, que dedicou toda sua via ao teatro amapaense, estando à frente do espetáculo “Uma Cruz para Jesus”, nesses últimos 46 anos. Desta vez, a encenação completará 47 anos, de pura resistência teatral, à qual, tem à frente Natanhe Rogely, e como sempre, será apresentada na área externa da Fortaleza de São José de Macapá.

          A primeira apresentação que aconteceu no ano de 1979, teve apoio da Igreja Católica, e consequentemente, nesses quarenta e seis anos à frente, como diretor da Companhia Teatro de Arena, Amadeu Lobato transformou seu trabalho num espetáculo ontológico e clássico do Amapá. Uma peça em que não se paga ingresso, onde o acesso é livre para o público em geral, sem discriminação de cor, etnia, religião e classe social. Todos podem assistir ao referido espetáculo, e para isso, basta se dirigir na sexta-feira santa, ao teatro ao ar livre que existe na lateral norte da Fortaleza de São José de Macapá, no centro da cidade. 

      Para aqueles que acompanham essa trajetória, basta imaginar que são 47 anos de resistência em relação ao fazer teatral nas terras tucujus. Amadeu Lobato é nosso grande homenageado, em função desse legado que nos deixou... uma verdadeira escola de teatro ao ar livre, visto que significativa parte dos artistas do Amapá, pela primeira vez, subiram ao palco, neste espetáculo. Também não é para menos, sua peça coloca em cena, todos os anos, mais de cem atores e atrizes, concentrados num espetáculo de um pouco mais de uma hora, na área externa da Fortaleza.

     Mas o que muito me chama atenção é a falta de apoio dos órgãos públicos e até mesmo dos empresários para um melhor apoio para o desenvolvimento do referido espetáculo. Em Oeiras, cidade do interior e antiga capital do Piauí, também há um grupo que encena a Paixão de Cristo, e diferentemente do Amapá, o espetáculo de Oeiras, todos os anos é transmitido ao vivo para todo o Estado do Piauí. Em muito me admira que, com vários canais de televisão aqui no Amapá, e durante todo esse tempo, nunca, nenhum deles se propôs a fazer uma transmissão ao vivo para o Estado do Amapá, da peça Uma Cruz para Jesus, essa produção local que merece esse olhar.

     Em outras capitais de Estados como Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, para esse tipo de espetáculo há editais específicos com apoio financeiro, em que todos os profissionais da área ganham uma bolsa durante sua participação de montagem e apresentação do mesmo, do figurante ao ator principal que geralmente é um ator conhecido nacionalmente e que é contratado pelo Estado para representar o papel de Cristo, durante as apresentações da Semana Santa. Que Uma Cruz para Jesus alcance mais uma vez o sucesso que merece. 

 

terça-feira, 24 de março de 2026

DIA INTERNACIONAL DO TEATRO

 

 

     Na próxima sexta-feira, 27 de março, será comemorado o dia internacional do teatro.     Todos sabem que o teatro é uma arte exclusivamente coletiva, visto que é resultado da união de várias artes, como: dança, música, canto, fala, movimento, literatura, artes visuais, arquitetura, circo, mímica, pantomima, cinema, entre outras. Todavia, na manifestação teatral, encontramos várias formas de expressão: expressão gestual; expressão verbal; expressão visual; expressão musical e expressão escrita. Mas há uma inquietação essencial, no que diz respeito aos principais elementos que constituíram a base fundamental do teatro grego.

     Em relação a essa questão, fica claro que esse alicerce remoto gira em torno de duas artes distintas: a música e a dança; como também poderia ter sido a fala, levando-se em consideração a atitude de Téspis, quando, pela primeira vez, falou no Culto a Dioniso, em primeira pessoa, a seguinte frase: “- Eu sou Dioniso”. Além de ser considerado o primeiro ator, com esse gesto e esse ato, ele também é considerado como o impulsionador da literatura ocidental. No entanto, há muitas controvérsias...!  Enquanto alguns autores defendem a dança, como princípio fundamental da origem do teatro, outros defendem a música. Sabe-se que muitos povos primitivos já praticavam a dança em suas manifestações comemorativas e religiosas, em seu livro “O Teatro Grego”, António Freire afirma que: “As primeiras sociedades primitivas acreditavam que a dança imitativa influenciava os fatos necessários à sobrevivência através de poderes sobrenaturais, por isso alguns historiadores assinalam a origem do teatro a partir desse ritual. ”

     Etimologicamente o termo teatro deriva do latim theatrum e do grego theatron, que dá ao vocábulo o sentido de miradouro, praticamente, lugar de onde se vê, lugar para olhar, de theasthai, “olhar”, mais – tron, sufixo que denota “lugar”. Entendendo-se dessa maneira, que o sentido primitivo da palavra “teatro”, estava relacionado estritamente com a ideia da visão, lugar de contemplação. Esse verbete, que significava o prédio onde são realizados espetáculos, posteriormente, se tornou mais amplo e a ter maior alcance, com vários sentidos conotativos, designando peças, produção, preparação de uma peça teatral em geral, edifício, entre outros.

     Sem embargo, esse teatro do qual conhecemos na atualidade, originou-se basicamente de três festividades gregas, às quais, apresentavam características especificas com seus cultos e seus mistérios: a) dos mistérios de Delos; b) dos mistérios de Elêusis; e c) dos mistérios do culto ao deus Dioniso. Tanto em Delos quanto em Elêusis, sempre havia comemorações e festividades dedicadas a Dioniso. Todavia, acredita-se que, segundo estudos históricos e antropológicos já realizados, o culto ao deus Dioniso, é a mais provável hipótese e o principal vetor do surgimento do teatro. 

     Em função dessas atividades teatrais persistirem até nossos dias, foi que em 1961, o Instituto Internacional do Teatro da UNESCO, órgão das Nações Unidas, voltado para a educação, ciência e cultura, resolveu criar uma data dedicada às atividades culturais ligadas à representação, durante o seu IX Congresso Mundial, em Viena, Áustria. Portanto, em função da inauguração do Teatro das Nações, em Paris, França, em 27 de março de 1962, tem sido celebrado o Dia Internacional do Teatro. A data 27 de março, assinala também a inauguração das temporadas internacionais no referido teatro.

 

 

segunda-feira, 16 de março de 2026

DIREITA E ESQUERDA

 

 

     Por que quando se trata de política, todos enfocam dois pólos distintos, ou seja, direita e esquerda? Esses termos passam a ter sentido na política, a partir de 1789, com a Revolução Francesa, em função da forma física e espacial da então, Assembleia Nacional Constituinte, daquele momento. Durante a Revolução Francesa, os dois principais grupos políticos que fizeram parte do referido processo, foram os jacobinos e os girondinos, momento em que ainda não havia essa dicotomia política. Portanto, logo após a Queda da Bastilha, foi preciso instituir a primeira sessão da Assembleia Nacional Constituinte, e ficou decidido que os jacobinos sentariam à esquerda do Presidente da referida Assembleia, e os girondinos sentariam à direita.

     Acontece que os jacobinos eram grupos progressistas e desejavam mudanças radicais como a extinção da monarquia, mudanças sociais e maior igualdade social. Eram defensores da execução do rei Luís XVI, como também da centralização do poder, os quais, utilizaram medidas violentas para garantir a revolução que era liderada por Robespierre. Historicamente defendem intervenção estatal para proteção social e redução das desigualdades. Por outro lado, os girondinos, os quais, sentaram à direita do Presidente da referida Assembleia, defendiam a manutenção da monarquia, com a perspectiva de que depois surgisse uma república moderada, com a permanência da propriedade privada e descentralização política. Defendiam tradições, hierarquias sociais e liberais econômicos. Também eram contra a radicalização e a influência popular nas políticas sociais.

     Como se percebe, inicialmente, esses termos surgiram em função de um espaço físico, mas, com o passar dos tempos, evoluiu para outros significados, como por exemplo, ideias opostas em função de ideologias políticas. Dessa forma, com a popularização desses termos, a política consolidou-se em direita e esquerda, como termos ideológicos, que passaram a definir o partido de direita, conservador moderado, que deseja que a ordem vigore, e o partido da esquerda, progressista radical, que deseja mudanças radicais na sociedade. Essas expressões vigoram até a atualidade nas sociedades contemporâneas. Entretanto, mais termos foram surgindo ao longo do tempo, como: centro, centro-esquerda, entre outros.

    No Brasil, podemos citar as seguintes correntes: a direita, que foca em liberdade individual, livre mercado, propriedade privada e a manutenção das hierarquias sociais; a esquerda, que prioriza a igualdade social, justiça social, e maior intervenção do estado na economia, com uma visão progressista que inclui o apoio às minorias e a cooperação internacional; o centro, que busca equilíbrio conciliando pautas de mercado sem ideologia radical; e o centro-esquerda, que combina valores igualitários com pragmatismo, defendendo justiça social num sistema livre de mercado.

segunda-feira, 9 de março de 2026

LÉLIO SILVA

 

 

     Todos já ouviram falar da unidade de saúde Lélio Silva. Ele era médico muito conhecido no Amapá desde a década de 1940. Em 16 de fevereiro de 1950 houve um naufrágio no rio Cassiporé em função da pororoca, em que faleceu o Dr. Lélio Gonçalves da Silva, que na ocasião era Diretor e médico do Posto Misto do Oiapoque.  A equipe de saúde que estava atendendo ribeirinhos do rio Cassiporé, estava se organizando para retornar à Macapá. De acordo com as notícias, o médico preferiu esperar passar a pororoca, porém, o piloto o barco, decidiu sair mais rápido para chegar mais cedo a Macapá.

     Na embarcação, estava o médico, mais dois senhores e uma enfermeira muito conceituada na região. O problema é que num determinado local tiveram que enfrentar a pororoca, na ocasião, o piloto não conseguiu dominar a embarcação e infelizmente, o barco foi para o fundo do rio.  Este foi o naufrágio, no qual, faleceu o Dr. Lélio Silva. Em homenagem à sua dedicação na área da saúde no Amapá, colocaram seu nome numa das unidades de saúde do município de Macapá.

     Apesar de boa parte da população já ter ouvido falar sobre Dr. Lélio Silva, acontece que este evento também foi transformado em texto dramatúrgico. Essa outra homenagem foi realizada por um conhecido radialista; pelo rádio ator Paulo Roberto, que na época trabalhava na rádio difusora de Macapá. Este fato pode ser localizado no Jornal Amapá, Ano 6, número 269, Macapá, 06 de maio de 1950, onde enfoca que: inspirado na dedicação e espírito de sacrífico do jovem e pranteado clínico, o conhecido rádio-ator Paulo Roberto, organizou e transmitiu através do seu popular programa <<Obrigado Doutor>>, que a Rádio Nacional irradia todas as terças-feiras, às 20 horas, a peça intitulada << A Tragédia do Amapá>>.     

     O referido programa intitulado “Obrigado Doutor” tinha como patrocínio o Leite de Magnésia da Phillips. Dr. Lélio Silva era médico. O texto foi escrito em sua homenagem pelo rádio ator Paulo Roberto que exercia suas atividades na Rádio Nacional, que na atualidade é conhecida como Rádio Difusora de Macapá.

     Embora tenhamos conhecimento da apresentação dos “Mouros e Cristãos” em Mazagão Velho, que apesar de ter sido apresentada por mais de dois séculos, considera-se ainda como literatura oral, tendo em vista que não há um texto propriamente dito, mas sim, um roteiro. No caso do texto “A Tragédia do Amapá”, resta dizer que, até que novos pesquisadores localizem outros textos anteriores, cronologicamente considero este, como o primeiro texto dramatúrgico do Amapá, que apesar de ainda não ter sido transformado em espetáculo, se tornou rádio novela na década de 1950. Em relação a isso, venho pesquisando e trabalhando para juntar esse quebra-cabeça, visto que esse texto foi publicado por partes no Jornal Amapá, naquela época, desta forma, o meu objetivo é conseguir juntar essas partes para chegar ao texto completo.

 

terça-feira, 3 de março de 2026

TEATRO DE AMADORES DO AMAPÁ

 


     Desde o ponto de partida da montagem de “Pluft, o Fantasminha” pela União de Estudantes Secundaristas do Amapá, com direção de Cláudio Barradas, em 1959, o teatro do Amapá conquistou sua progressiva e crescente ascensão. No início da década de 1960, o teatro em nossa região, tem novo impulso, quando do surgimento de um dos mais importantes grupos de teatro da época. Isto fica evidente, com a fundação do Teatro de Amadores do Amapá, em 10 de setembro de 1960. Como um verdadeiro mecenas, o poeta Alcy Araújo, que tinha sido um dos principais incentivadores da arte no período Janary, já na década de 1960 passou a fazer parte do Teatro de Amadores do Amapá. Sobre Alcy Araújo, localizei citação no Jornal A Gazeta, no suplemento camarim, página F4, que foi publicado em homenagem ao poeta, de 5 de agosto de 2012.  Alcy Araújo amava todas as artes. Era um apaixonado pelo teatro. Tanto que foi por iniciativa dele que os amapaenses puderam assistir a peça “Deus lhe Pague”, aliás esta foi a primeira peça teatral trazida para o Amapá. Foi apresentada no Cine Territorial. Alcy fazia parte do “Teatro de Amadores do Amapá”, fundado em 1960. O Teatro das Bacabeiras existe por causa dessa luta. Durante anos Alcy tentou convencer os governantes da necessidade do Amapá possuir um teatro, fez estudos, projetos e tudo o mais. Até que conseguiu e aí está o Teatro das Bacabeiras.

     Fundado em 10 de setembro de 1960, segundo os Estatutos do Teatro de Amadores do Amapá, o mesmo era composto pelas seguintes personalidades: Sebastião Ramalho da Silva (Diretor Geral); Miracy Maurício Neves (1º secretário); Ronele Sousa (2º secretário); João Baptista T. de Arruda (1º tesoureiro); Ester da Silva Virgolino (2º tesoureiro); Mário Quirino da Silva (diretor de cena); Luiz Ribeiro de Almeida (diretor social); Ivaldo Veras (diretor de patrimônio). O Conselho Fiscal era composto por: Tereza Torres, Mário Simões Pires, Mário Barbosa e Clodoaldo Nascimento. Compunham o Conselho Consultivo: Creuza Bordalo, Aracy de Mont’Alverne, João Telles e Antônio Munhoz Lopes. Entre os sócios fundadores estavam: Sebastião Ramalho da Silva (economista, brasileiro, solteiro, pernambucano); Dr. Antônio Munhoz Lopes (advogado, brasileiro, paraense, solteiro); Hilkias Alves de Araújo (brasileiro, casado, mecanógrafo); Zildekias Alves de Araújo (brasileiro, solteiro, comerciário); Eunice Costa (desquitada, brasileira, técnica em alimentação); Hodias Alves de Araújo (brasileiro, solteiro, estudante); Eduardo de Lyra Ferreira (casado, brasileiro, industriário); Erilo de Lyra Ferreira (brasileiro, solteiro, industriário); Vicente de Paula Pereira de Sousa Filho (brasileiro, comerciante, casado); Raimundo Nonato Paes de Freitas (brasileiro, solteiro, estudante); Terezinha de Jesus Torres (brasileira, solteira, professora); Raimundo Donato dos Santos (brasileiro, casado, professor); Lygia Maria da Silva Cruz (brasileira, solteira, professora); Clívia Nascimento (brasileira, solteira, professora).

 

 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

BRUXISMO

  

     Na década de 1970, do século passado, quando entrei na 5ª série ginasial, pela primeira vez, passei a estudar uma língua estrangeira, no caso, a língua francesa, isso porque me colocaram numa sala onde a turma iria estudar a referida língua. Não houve escolha de minha parte, mas, vale ressaltar que naquela ocasião, a escola pública oferecia duas línguas estrangeiras: o francês e o inglês. O fato é que, passei a estudar e a gostar da língua francesa. Paralelamente, também comecei a estudar a língua portuguesa, e com a passagem do tempo, percebi que foi a língua francesa que me motivou e me fez abrir os olhos para o constante estudo da língua portuguesa. 

     O português é uma língua riquíssima, e entre tantos outros detalhes enfocarei neste artigo, o termo bruxismo, que tanto é mencionado pelos profissionais da odontologia. Bruxismo é uma expressão relacionada ao ato de apertar e ranger os dentes. É um distúrbio, frequentemente ligado ao estresse e ansiedade, que causa desgastes nos dentes, entre outras reações doentias. Alguns dos sintomas são: dores faciais, de cabeça e ouvido, dentes sensíveis ou amolecidos. Bruxismo é um termo que vem do grego brýchein ou brygmós, que significa “ranger os dentes”. A palavra bruxismo, apesar da semelhança fonética, não tem nenhuma relação com bruxas. Esta associação pode estar ligada mais a uma confusão popular, sendo na verdade, uma coincidência que leva a pensamentos sobre o sobrenatural, mas é um problema de saúde física e psicológica. 

     Por outro lado, a palavra “bruxa”, tem origem pré-romana, e a confusão surge por semelhança fonética, mas não há ligação etimológica com o termo médico. De toda forma, há dois vocábulos que podem ser usados: bruxismo é mais relacionado quando acontece à noite, e briquismo, quando a pessoa está acordada e refere-se especificamente ao hábito diurno. Na antiguidade, personagens citados pelo escritor romano Horácio, já descreviam mulheres com poderes ocultos, ritualísticos e verdadeiras sacerdotisas de deuses. Canídia, Medeia e Circe, podem ter sido as matriarcas de todas as feiticeiras que as sucederam.

     Já em relação à questão fonética, a pronúncia correta é bru-ksismo (com som de KS, similar a sexo e taxi). Em relação à forma popular com som de “CH” (bru-chi-smo), seja muito comum e usada por todos no uso diário, em vista disso, passa a ser aceita no cotidiano das pessoas. Mas, a forma tecnicamente correta é BruKSismo, sendo que o “X” na palavra bruxismo se torna um dos únicos vocábulos do alfabeto que apresenta o fonema de duas locuções juntas, neste caso, os sons da letra K e do S.

     Bruxismo com o fonema CH, também pode parecer crença em bruxas. Por outro lado, a palavra “bruxa”, tratando-se do português é incerta e duvidosa, mas, o melhor entendimento é de que, ela tenha raízes célticas e que provém de um radical dessa língua: brixt ou bricht, que significa encantamento ou feitiço. Já o termo witch deriva do germânico wit, que significa sabedoria, e bruxa tem origem na região ibérica, e apresenta conotações de saber oculto ou curandeirismo.

    

   

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

EU E A CIDADE

 

 

          Na última quarta-feira, dia 04 de fevereiro, a cidade de Macapá completou seus 268 anos com muitas festividades que aconteceram no seu aniversário. Quando aqui cheguei em novembro de 1994 a cidade tinha apenas 236 anos. Coloquei os pés nessas terras para me submeter a concurso público na Universidade Federal do Amapá. Com a Universidade recém fundada, participei do seu segundo concurso público para professor do magistério superior. Era uma cidade horizontal, com faixa de trezentos mil habitantes e com a maioria de suas casas de madeira. Condição que chamou extremamente minha atenção.    

     Nada conhecia sobre este recanto de Brasil, tudo era novo, eu ainda não tinha nenhuma referência sobre este espaço geográfico. Trabalhava em Belém, no Núcleo Pedagógico Integrado da UFPA, mas desejava ir mais longe. Cheguei aqui com a cara e a coragem de um nordestino desbravador e passei a ser pioneiro em relação aos estudos e pesquisas na área das artes cênicas. Iniciei as primeiras pesquisas científicas sobre o Teatro do Amapá e continuo estudando e pesquisando este mesmo tema.

     Aos poucos, fui enamorando esta pequena cidade, que paulatinamente foi me conquistando com o passar dos anos. Hoje tenho muito orgulho de Macapá. De todo o processo que acompanhei ao ver esta cidade crescer, juntamente com o desenvolvimento da própria Universidade Federal do Amapá, que, há trinta e um dois anos, se tornou minha casa, meu ninho, meu aconchego.

     Macapá está de Parabéns nesses seus 268 anos. É verdade que há muito o que se comemorar. Nessas três últimas décadas, a cidade cresceu em todos os sentidos: alargamento de avenidas, criação de museus, asfaltamento, iluminação pública, entre outros fatores. O centro da cidade, por exemplo, ficou completamente revitalizado com a Fortaleza de São José de Macapá, onde todo o espaço urbano do centro da cidade foi se transformando num complexo turístico deveras importante. A recuperação do entorno do canal da Mendonça Júnior, a Rodovia Duca Serra que virou uma grande avenida.

     Muitos espaços que vem sendo construídos e definidos ao longo dos anos, como a Rua Tancredo Neves, com seu Parque Lineaer, que transformou a entrada da cidade, de quem vem do interior ou da Guiana Francesa. Tiro o chapéu para esta bela avenida ampla, arborizada, com ciclovias, sinalização e passarelas para pedestres, que envolve vários bairros da zona norte. Espaço urbano que há 30 anos havia apenas uma pequena via e alguns bairros como, Jardim da Felicidade e Boné Azul. Macapá é uma cidade tranquila, me sinto bem neste recanto do Brasil. Aqui que me realizei profissionalmente e venho fazendo minha parte. Este ano de 2026, estarei lançando mais uma obra para contribuir com esta cidade e este Estado que me acolheu de braços abertos. A obra intitula-se “História do Teatro do Amapá – De 1950 aos Dias Atuais”.

     Macapá foi me envolvendo, aos poucos, e também fui me amalgamando a esta pequena cidade joia da Amazônia. Morar neste lugar é ter o prazer de todos os dias ter a chance de apreciar esta bela paisagem que se encontra de braços abertos para todos, que é o rio Amazonas. Particularmente, este rio me encanta. Sou grato por estar em Macapá e ela estar em mim, por osmose se deu nossa relação, eu e a cidade, a cidade e eu. 

 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

A MÃO DO CANGAPÉ

 

 

     Com o objetivo de promover eventos artísticos e contribuir para o desenvolvimento e inclusão de crianças, adolescentes e jovens, foi fundada no ano de 2005, no bairro do Araxá, a “Associação Cultural Companhia Cangapé”. Mesmo antes da formação desta companhia, o grupo já vinha se dedicando ao teatro e ao circo, visto que passaram por alguns grupos teatrais do município. A companhia Cangapé já vem há 21 anos contribuindo na área da arte, cultura e trabalho social no bairro do Araxá, que é uma área geográfica da cidade de Macapá, com grande vulnerabilidade social.

     Mas não pensem que foi tão fácil! Inicialmente, a companhia não tinha endereço fixo, foi quando Washington Silva e Alice Araújo, adquiriram uma pequena casa, à qual seria sua moradia, no bairro do Araxá. Acontece, que tiveram que enfrentar um sério problema, tendo em vista que a companhia já vinha com um trabalho bastante profícuo e não possuía um lugar fixo, para que se tornasse uma referência na arte no Amapá. Sendo assim, foi necessário longo debate para se decidir o que se faria com o imóvel recém-comprado. Desta feita, ficou decidido que aquela casa seria transformada na sede da companhia. Com essa determinada decisão, a única saída para o casal foi alugar uma casa, ao lado do prédio onde seria instalada a Sede do grupo.

     A Companhia Cangapé realiza um sério trabalho no bairro do Araxá, tendo como ponto de partida a arte, centralizando principalmente no circo e no teatro. Por outro lado, promove projetos de cunho estritamente social, voltados para crianças e jovens daquela comunidade, a partir de oficinas as mais variadas, como: oficina de palhaço, malabaristas e de perna de pau, entre outras, onde a comunidade tem total acesso a essas atividades artísticas. Em função da capacidade de elaborar projetos, a companhia já foi contemplada com vários prêmios e financiamentos, como “Criança Esperança”; “Prêmio Funarte Petrobrás Cultural e Saúde”; “Prêmio Funarte Carequinha de Estímulo ao Circo”, entre outros”.

     Foram muitos os espetáculos encenados por essa companhia, como: “Se Deixar Ela Canta”; “Projeto Corda Bamba no Equador”; “Circo de Retalho”, entre tantos outros. Vale salientar que boa parte dos que fazem hoje a Companhia Cangapé, já possui curso superior, seja na área do teatro, artes visuais, ou até mesmo outros cursos na área de humanas.  Em função de toda essa dedicação e trabalho social e comunitário, atualmente a Companhia Cangapé já é referência na área da cultura, tanto no bairro do Araxá como também no Estado do Amapá.

     No dia 21 de janeiro do ano em curso, mais um evento foi protagonizado pela companhia Cangapé. Dessa vez, a III Mostra Circo em Cena, que foi resultado da primeira etapa do projeto Corda Bamba no Equador, como resultado de oficinas artísticas de circo e dança. O Cangapé vem estendendo sua mão aos jovens do bairro do Araxá, no sentido de abrir portas e janelas para um futuro melhor para esses adolescentes. Vários desses alunos já tiveram e terão oportunidade de frequentar a Escola Nacional de Circo, não fosse a mão do Cangapé, eles não teriam oportunidades como essa, como exemplos nessa última temporada, temos: Jardel Lobato e Laise Costa.

 

 

 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

ENCANTO DOS ALAGADOS

 

ENCANTO DOS ALAGADOS

 

     Numa sociedade, mesmo que seja democrática, há seus limites impostos pela própria máquina social. Há coisas, que não andam, e muitas vezes não existem, mas, se passa uma ideia de que tudo anda bem. A humanidade consegue construir todo tipo de ponte, canal, túneis que passam sob o mar, mas, por que o mundo ainda não conseguiu evitar a fome? Por que tantos países pobres e outros tão ricos? E por que, infelizmente, tantos outros se aproveitam de determinadas situações para usurpar a população. 

     O que tenho a dizer é que, entre tantos problemas que as situações da vida nos colocam, e com tanta gente que possui pensamento egoísta, felizmente, nesse meio termo, há aqueles, os altruístas, os paladinos, os heróis, os anjos, os protetores e os mecenas da arte, aqueles poucos que dedicam suas vidas para contribuir, da forma que podem, para com seus semelhantes. Entre aqueles que trafegam no caminho do bem, do social e da sociabilidade, temos o artista, ator, diretor, produtor cultural e líder comunitário, Wenner George, mais conhecido como Romário.

     Ele é o principal fundador do Centro de Experimentação Artística e Cultural Encanto dos Alagados, também conhecido como “Encanto dos Alagados”, que se localiza no Bairro do Muca. Tudo começou com uma indenização que ele recebeu. Procurou uma comunidade que não tinha acesso aos bens culturais e resolveu implantar seu ousado projeto em meio às palafitas do Muca. Transformou sua nova morada num Centro Cultural que promove todo tipo de manifestação artística, como, contação de histórias, apresentações teatrais e circenses, e já possui uma biblioteca com mais de mil livros infanto-juvenis, para proporcionar acesso à leitura às crianças daquela comunidade.

          Se algum dia você quiser se encantar, vá ao encanto dos alagados, lá você vai encontrar música, poesia, teatro, contação de histórias, dramatização, além de uma biblioteca com mais de mil livros à disposição daquela comunidade e dos que visitam aquele espaço repleto de arte. Projetos dessa natureza merece motivação dos órgãos públicos de cultura. A sociedade precisa de pessoas como Romário, que promove a partir da arte, maiores esperanças nas pessoas daquela comunidade.

    O projeto vai além das fronteiras, tendo em vista que, diferente das outras bibliotecas, o projeto socializa ainda mais os exemplares, em função de que ao retirar emprestado um livro, a criança poderá leva-lo para casa e devolve-lo quando concluir a leitura completa da obra, isto implica dizer, que ao mesmo tempo em que a criança se educa, também se responsabiliza em cuidar e devolver a obra para a biblioteca. Encanto dos Alagados é um projeto que demonstra o propósito daqueles cidadãos que desejam contribuir efetivamente com a sociedade amapaense. Wenner George é um batalhador, é um gentleman, se dedica com afinco ao seu projeto, contribuindo nos cantos e recantos alagados da cidade de Macapá.   

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

PARA JOCA MONTEIRO

 

 

     Joca Monteiro, é dramaturgo, diretor de teatro, ator, palhaço, professor, ilustrador, brincante escritor e editor independente. É um artista que vem há bastante tempo, se dedicando a escrever livros, em sua maioria coloridos, que trazem enredos ligados às questões telúricas. Na baixada Pará, desenvolve um trabalho não só em nível artístico, mas também de política social, onde muito contribui com os moradores mais carentes daquele bairro. Ele também se dedica a ajudar aquela comunidade, como aconteceu arrecadando e distribuindo cestas básicas para as famílias do lugar, principalmente no período da Covid-19. Além de contador de histórias, ele escreve, confecciona, publica seus livros e ainda por cima, conta para o leitor toda a história contida na própria obra. 

     Num mundo que impõe o consumismo como metodologia de vida, que gera nas pessoas uma corrida desenfreada em busca de emprego, saúde, educação e moradia. Num momento em que centenas de brasileiros se encontram na linha de insegurança alimentar. Tempo, em que inadvertidamente se destrói a natureza com o desmatamento desenfreado, principalmente na Amazônia. Se torna muito difícil falarmos de livros. 

    Mas, antes dos livros há aqueles que estão nas coxias, são os autores, aqueles que escrevem essas obras. Se é difícil escrever e publicar; imaginem um autor que escreve, confecciona, publica seus livros e ainda por cima, conta para o leitor toda a história contida no próprio livro. Será que existe algum autor assim? Claro que existe! Ele é conhecido como Joca Monteiro e mora na Baixada Pará, onde realiza um excelente trabalho, não só como autor e como artista, mas também desenvolve um trabalho de política social comunitária, onde em muito contribui para com os moradores do lugar.

     Um livro na biblioteca é apenas um objeto, realmente, ele passa a ser livro quando é retirado da estante e passa a ser lido por alguém. Nosso autor, vai mais além, ele escreve, edita e ainda conta a história para seu cliente. Além de escritor independente, Joca Monteiro é; ator, dramaturgo, palhaço, professor, contador de histórias, ilustrador, editor e brincante da Amazônia. 

     Joca Monteiro é um excelente contador, quem já presenciou algumas de suas apresentações como contador de história, sabe muito bem disso. Afora os livros, ele se dedica a escrever para teatro. Alguns grupos teatrais, aqui em Macapá, já montaram seus textos. Eu mesmo, quando participava da comissão de avaliação de projetos de montagem para teatro, da FUNARTE, tive a honra de ler o projeto de montagem do espetáculo “Um Véu Para Dagmar”, onde, na ocasião, o referido texto foi selecionado e aprovado. Seu trabalho não se limita apenas à arte pela arte, é um trabalho artístico, econômico, político e social. Durante a pandemia do coronavirus, foi ele (Joca), quem teve a decisão de fazer campanha pedindo contribuição de alimentos para ajudar as pessoas mais carentes da Baixada Pará.  Joca Monteiro é um artista sui generis, que merece o reconhecimento dos órgãos públicos de cultura do Amapá.

 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

AMADEU LOBATO

 


     No ano de 1979 surge o espetáculo Uma Cruz Para Jesus, uma ideia do ator e diretor Amadeu Lobato. Neste ano de 2026 seria o quadragésimo sétimo ano de sua ininterrupta apresentação na área externa da Fortaleza de São José de Macapá, mas o destino quis que Amadeu Lobato nos deixasse, nesse início de ano.  Ele, que sempre Amava a Deus, como seu próprio nome revela, com sua imponente e grandiosa montagem do espetáculo uma Cruz Para Jesus. Era um espetáculo que acontecia anualmente na cidade de Macapá, que tem como cenário os muros da Fortaleza de São José.

     Uma Cruz para Jesus é sinônimo de persistência, trabalho e dedicação. Sou testemunha ocular de várias apresentações em que todos os trabalhos de produção refletiam objetivamente um esforço comum e isolado do grupo, em função de que, em certos momentos, havia total ausência dos órgãos de cultura como também do comércio, entre outros setores da sociedade amapaense. Mas com todas essas dificuldades o grupo nunca desistiu de apresentar o seu espetáculo. Mesmo no período de reforma da Fortaleza não falhava com as apresentações, ora do lado interno, ora no lado externo daquele edifício secular.

      Ao longo do tempo, o espetáculo Uma Cruz Para Jesus vem conquistando seu espaço e sensibilizando de vez por toda, nossa sociedade e nossos gestores. É um espetáculo tradicional em nossa cidade, além do que influenciou e motivou outros grupos, fez surgir novas sementes e se expandiu por vários bairros da cidade.

     Seguramente poderíamos listar aqui as principais influências de Uma Cruz para Jesus, nestes seus 46 anos de atividades ininterruptas na cidade de Macapá. É em função deste espetáculo que há vários grupos se apresentando nos bairros: no Pacoval, a comunidade representa a peça O Cordeiro de Deus nas ruas, culminando o espetáculo no campo de futebol do Kourou; a Paixão, também foi apresentada por um bom tempo, por outro grupo, no sambódromo; no Bairro Perpétuo Socorro é apresentado o espetáculo Filho de Maria; o Grupo Teatral Santa Inês, com a peça teatral Paixão e Morte de Cristo, com direção de Silvano Santos. Relativo a essa programação da Semana da Santa, ainda temos, o Movimento Cultural Desclassificáveis, que sempre apresenta, Cristo por Elas; Grupo Teatral Marco Zero, que vem com A Saga de Cristo; Grupo Imagem & Cia, com Preâmbulo da Paixão, sob direção de Cris Ferreira e produção de Débora Bararuá;  Quimera Cia de Teatro, com O Cordeiro de Deus, direção de Rosa Rente; Trupecênica, com Cristo ReiO Espargir do Amor; As Faces de Cristo, da Cia Cangapé, sob direção de Emerson Rodrigues; Os Milagres de Jesus – Grupo Maré; e no bairro Novo Horizonte Saga de Cristo, entre outros.                                            

     Uma Cruz Para Jesus, é um espetáculo que demonstra a vitalidade e persistência do teatro amapaense. Tem como suporte seu idealizador, dramaturgo e artista de teatro Amadeu Lobato. O espetáculo apresentado ao ar livre no entorno da Fortaleza de São José de Macapá, utiliza-se de vários cenários e vários planos, inclusive o plano vertical quando é apresentada a cena de Adão e Eva, sobre a muralha daquela fortificação mais do que centenária. Em função de sua dedicação e seu trabalho, Amadeu Lobato virou escola e se transformou no ícone de um dos maiores teatros ao ar livre do Estado do Amapá.

 

 

 

31 ANOS DE AMAPÁ

 


     Este início de ano é muito bem-vindo, visto que no dia 02 de janeiro, completei um ciclo de 31 anos como professor da Universidade Federal do Amapá. São mais de três décadas de dedicação à educação superior e ao teatro do Amapá, em função das pesquisas que venho realizando desde o dia em que me instalei nas terras tucujus, e me tornei o pioneiro nas pesquisas sobre o teatro amapaense. Comecei com a disciplina Teatro, que havia no antigo Curso de Licenciatura em Educação Artística. Em função da Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9394/96, o Curso passou a ser denominado de Curso de Artes Visuais, no qual, lecionei até o ano de 2013. No primeiro semestre de 2014, passei a ministrar aulas no Curso de Licenciatura em Teatro, visto que o mesmo havia sido aprovado pelo Conselho Superior, em 12 de novembro de 2013. 

     E para minha grande satisfação, na próxima sexta-feira, dia nove, estarei completando mais uma primavera, e mais um ciclo da minha vida aqui nesse estágio terrestre, alcançando meu sexagésimo quinto janeiro. De toda forma, estou muito feliz de ter chegado a esse patamar da vida. É um caminho muito longo... é verdade...!!! Em diversos sentidos. Sem esquecer que nessa imensa caminhada, muitos colegas ficaram para trás...! Muitos amigos se foram! Com um olhar para o passado, percebo que a vida se transforma numa constante luta pela sobrevivência. Isso se percebe desde criança, quando passamos a acompanhar nossos pais na luta diária... no cotidiano!

     Quanto a mim, passei a vida buscando conquistar meus objetivos. Para isso, como uma fera, tive que enfrentar as vicissitudes da vida e da sociedade contemporânea. O primeiro passo foi o estudo. Não tenho nada..., mas o que tenho, conquistei em função de toda uma vida dedicada ao estudo. Meus pais me ensinaram, e eu segui seus conselhos, eles diziam:  - para ser alguém na vida é preciso estudar! E foi exatamente isso o que fiz, continuo e continuarei fazendo, durante toda minha existência.

     Faço aqui uma revista do caminho que trilhei e das obras, às quais, consegui produzir nessas últimas três décadas de minha estada no Amapá. Segue os livros por mim, publicados nesse período: A Estrela e a Rã – 1998, (infantil); Brincando com Linhas – 2001, (infantil); Teatro de Bonecos: uma alternativa para o ensino fundamental na Amazônia – 2001; Entre Terra e Mar: sociogênese e caminhos do teatro na Paraíba – 1822-1905 - 2009; A Saga de Altimar Pimentel e o Teatro Experimental de Cabedelo – 2009; Fronteiras Entre o Palco e a Tela – Teatro na Paraíba – 1900 – 1916 – 2010; Entre Parênthesis – poesias – 2010; A Ovelha Malhada – 2011, (infantil); O Teatro na Terra de Zé da Luz: da União Dramática ao GETI – 2011; Artes Cênicas no Amapá – teoria, textos e palcos – 2011; Eu a Rainha do Vale – 2012; O Pato e o Lago – 2012, (infantil); Entre Pai & Filhos, 2012; Curso de Teatro no Amapá – Concepções e Proposições para o Ensino Superior – 2013; Pablito e a Libélula – 2013, (infantil); Teatro no Amapá: artistas e seu tempo – 2013; Arque com Arte: cultura, arte e educação no Amapá – 2013; A China é Aqui – 2014, (infantil); Entre Irmãos – 2014; Aventuras Poéticas – 2014; Itabayanna – entre fatos e fotos – 2014; Dramaturgia Amapaense – 2015; Engenho Velho: meu mundo encantado – 2017; A Estrela e a Rã – 2018, (bilíngue); Em Pleno Vapor: Nova Cruz do meu tempo de criança – 2019; Num Piscar de Olhos – eterno estudante – 2019; História do Teatro do Amapá – do século XVIII à década de 1940 – 2021; e Genealogia do Teatro – 2023. Tenho certeza de que não me arrependo de nada que fiz durante essas últimas três décadas. Aos sessenta e cinco anos, estou me preparado para o futuro. E assim, eu giro...! E assim, gira o mundo...!